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CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES NOS SEMÁFAROS DA VIDA VÁRIOS QUESTIONAMENTOS

Sem querer ser dramático, mas, invoco Deus nesta hora em que paro

13/01/2022 às 17h13
Por: João Teixeira Fonte: Autor: Paulo Saldanha
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Paulo Saldanha
Paulo Saldanha

Sem querer ser dramático, mas, invoco Deus nesta hora em que paro, olho o sinal amarelo nos Semáforos da vida e enxergo que o poder público civil, por estar falido, deixa uma herança amaldiçoada para o povo.

E me refiro às três esferas: a federal, a estadual e a municipal deste rincão. E peço permissão para dissecar a matéria, com todo o respeito que esses níveis me merecem: a antiga biblioteca da cidade, há mais de 15 anos acha-se no chão, literalmente falando ou, no caso, escrevendo.

        Um dia os feirantes foram escorraçados do Mercado Público, sob o forte argumento de que havia sido embargado pelos Bombeiros, em face de diversos riscos na parte estrutural, elétrica, etc do prédio, obrigando-os a transferir-se para a beira da avenida que seria uma das entradas para o edifício fechado.

        Ficar na margem da avenida, desprotegidos, sem higienização, improvisados, sem controle ecológico, etc e tal, pode? Sujeitando-os e aos transeuntes à quedas e acidentes, em face do tumulto que foi montarem suas pequenas barracas, ligadas por madeiras e lonas...

        O antigo Hotel Guajará, de saudosa memória, transformado no Instituto Durvalina Stilben de Oliveira, foi fechado, quando homenageava a mãe do maior Governador que este estado de Rondônia já teve, o meu líder e ídolo, o coronel Jorge Teixeira de Oliveira, quando se valorizava a educação, a cultura e a história, e agora vem servindo de moradia a alguns despossuídos, sem teto, e que acabam por concorrer, querendo ou não, para mais abandono e depredação, ampliando o fosso que o liga, o une, ao processo de destruição de uma obra quase setentona.  

        O Estádio João Saldanha, sempre tão sofrido, estava passando por uma reforma, mas estancou! Parou na contra-mão pela burocracia, ou ausência de recursos, ou, ainda, falta de planejamento tornando-se obra cara, inflacionada, porque demorada; pode ser resultado de malversação orçamentária, conseqüência da falta de dinheiro para se concluir aquele reparo, para torná-lo apto para o exercício da cidadania de uma população que precisa do esporte, também, para elevar a sua auto-estima.

        A ponte do Salomão, uma homenagem ao Salomão Melgar, uma figura política exemplar, com retumbante contribuição esportiva, social e administrativa a esta terra, fez parte de uma coleção de empreendimentos apoiados pelo FITHA, teve seu inicio aprovado, tanto que os executores da obra me visitaram no Hotel Pakaas Palafitas Lodge, afirmando que, no máximo em maio de 2015, mobilizariam mão-de-obra e equipamentos para a construção da obra em concreto.

        Meu receio é que aquela construção tenha sido dada como concluída...

        E nem começou...

        Ainda bem que a atual gestão da Prefeitura está atenta e age para que o trânsito não seja interrompido, pois se trata de uma prioridade mantê-la íntegra, mediante a sua ação eficiente e eficaz.

        Aliás, falando em ponte, lembro que as do Ribeirão e do Araras começaram a merecer o cuidado da esfera federal, tendo sofrido uma paralisação, até onde pude me inteirar, em face do instante chuvoso e da conseqüente elevação dos leitos daqueles igarapés, visando à segurança da equipe trabalhadora.

        Voltando à nossa Pérola, lembraria que o semáforo da Avenida Princesa Izabel com Duque de Caxias, há muitos meses acha-se fora de funcionamento, ensejando possibilidades de colisões, com perdas de equipamentos rodantes e até de vidas humanas, no seu entorno.

        E o  Novo Hospital, em tão má hora iniciado? Faltando 15% ou 16% para a sua conclusão? Invoco, de novo, o Deus para perguntar: o povo desta terra merece essa incúria? Refiro-me a paralisação do empreendimento, há mais de quatro anos.

        O Regional sofrendo interdições, apesar da atuação abnegada de seus médicos e enfermeiras, e demais servidores, operando milagres para mitigar as dores e os sofrimentos de cidadãos brasileiros e até bolivianos, não está a merecer os cuidados, também, da esfera estadual?

        Por que, no mundo civil acontecem esses desserviços à população? Vejamos na área militar como os prédios públicos e os equipamentos são bem cuidados! Ali, nas casernas, há um exemplar modelo de gestão dando-nos a certeza de que os bens públicos sob suas administrações (prédios e equipamentos) são zelosamente bem gerenciados.

Por quê esse modelo exercitado pelos militares não é copiado pelos administradores públicos civis?

E, assim, de semáforo em semáforo, vou percorrendo as avenidas da vida, sonhando com as melhoras que tardam a chegar, esclarecendo que até a justificativa para o nome Guajará, dando-lhe a definição de que é cachoeira é o maior “fake news”, posto que Guajará é nome de árvore e não cachoeira. Informo, por oportuno, que Guajará deriva do termo GUAYA=campo com a justaposição de YARA=duende anfíbio, ou seja, sereia, formando, aí, sim a interpretação mais plausível de que Guajará seja CAMPO DAS SEREIAS, jamais cachoeira.

Consultemos o Aurélio ou o Huaiss.

 

 

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