
O município de Guajará-Mirim, que em Tupi-Guarani significa.
Cachoeira Pequena, em função de uma pequena cachoeira existente. no Rio Mamoré próxima à área urbana da cidade, tem sua história intimamente ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Até o inicio do século XIX, a localidade era praticamente despovoada e conhecida apenas como mero ponto de fronteira com o povoamento de "Guayaramerin", situado à margem esquerda do Rio Mamoré, na Bolívia.
Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis com a Bolívia, o Brasil se comprometia a construir uma estrada de ferro ligando os portos de Santo Antônio do Rio Madeira, em Porto Velho, ao de Guajará-Mirim, no Rio Mamoré. Os direitos sobre tarifas seriam recíprocos e a localidade foi se tornando conhecida pelo resto do país, e com repercussão até no estrangeiro.
No ciclo da borracha, a extração do látex foi sem dúvidas, ponto decisivo da vida do município. A inauguração do transporte ferroviário em 30 de abril de 1912 veio acelerar o povoamento local, contribuindo no incremento da agricultura, além do extrativismo vegetal proporcionado pela vasta e rica vegetação natural existente. Estes e outros fatores, também, de relevada importância, influíram na subsistência da localidade.
Guajará-Mirim foi elevado à categoria de município e comarca, em 12 de julho de 1928, pela Lei n* 991, de Mato Grosso, tendo sido instalado somente a 10 de abril de 1929.
Em 1943, pelo Decreto-Lei n* 5.812, de 13 de setembro, o município foi desmembrado de Mato Grosso, passando a integrar o Território Federal do Guaporé, hoje Estado de Rondônia, que no ano de 1982, precisamente a 04 de janeiro, foi elevado a estado da Federação.
Situada em região mais bela do Estado, Guajará-Mirim ganhou ao longo o apelido carinhoso de "Perola do Mamoré", e orgulha-se de todos aqueles que a fizeram, transformando a cidade em um dois pontos mais apreciados para visitação e turismo.
De 10 de abril de 1929 a 10 de abril de 2022, 93 anos são passados e o povo de Guajará-Mirim rende referências à memória de ilustres cidadãos que ajudaram a fazer e escrever nossa historia, desde Manoel Boucinhas de Menezes, nosso primeiro prefeito (à época chamava-se (intendente), passando por nomes como Ruy Rodrigues de Almeida, Rigomero da Costa Agra, Isaac Bennesby, Francisco Nogueira Filho, e outros que passaram pela administração municipal e deram sua parcela de trabalho e colaboração para que Guajará-Mirim se tornasse potente e querido por seu povo.
Que Nossa Senhora do Seringueiro, Padroeira de nosso município, interceda sempre junto ao Deus Pais todo poderoso para que possamos atingir nossos objetivos em vida e que a paz, a tranquilidade, o amor e o respeito voltem a reinar entre todos os irmãos guajaramirenses, natos ou adotados, afinal, somos todos filhos de Deus.
Texto: Aluízio da Silva - DRT-RO nº 549
Fotos: Flaviano Sales - DRT-RO nº 1662
Bibliografia:
.Calendário Cultural de Rondônia 1982
. Área Livre de Comercio - SUFRAMA - Guia Informativo - 1995
. Guajará-mirim - A Perola do Mamoré - Eu Te Amo (Informativo da Adm Francisco Nogueira Filho) (1988-1991).
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