
O corpo do “Índio do Buraco” foi encontrado no último 23 de agosto, dentro da rede de dormir, em uma palhoça localizada na Terra Indígena Tanaru. De acordo com a Funai (Fundação Nacional do Índio), o indígena estaria com vestes de celebração, feitas de penas, “como se estivesse esperando a morte”.
O “Índio do Buraco” vivia em tapiris geralmente construídas com cascas de madeira, palmeiras e troncos, coberta com palha do chão ao teto. De acordo com registros da Funai, a palhoça onde o corpo do indígena foi encontrado era a 53º construída por ele.
“Índio do Buraco” será sepultado no mesmo local onde foi encontrado em Rondônia. De acordo com a Funai, o corpo passará por perícia em Brasília (DF). Posteriormente será sepultado na TI Tanaru (Terra Indígena).
Os peritos responsáveis são os mesmos que atuaram no caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips.

Buraco cavado pelo índio isolado — Foto: Funai
Antes de tudo, o “índio do buraco” passou a viver sozinho há quase 30 anos, depois que fazendeiros mataram os últimos membros do povo que ele pertencia em 1995. Logo depois de um ano, em 1996, a FPE Guaporé (Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé) viu o “Índio do buraco” pela primeira vez.
O indígena vivia na Terra Indígena (TI) Tanaru, próximo à divisa de municípios no sul de Rondônia, mais precisamente em Corumbiara (RO).
Por fim, os registros mostram que o indígena morava em abrigos conhecidos como tapiris. Geralmente construídos com cascas de madeira, palmeiras e troncos, cobertos com palha do chão ao teto.
O nome de “índio do buraco” surgiu após uma curiosa característica, pois os locais onde ele morava tinham sempre um buraco.
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