
Há muito tempo temos anunciado aqui nesse espaço sobre o problema da garimpagem ilegal no rio Madeira. São danos ambientais e evasão de divisas que não poderiam ocorrer.
A demanda de ouro no rio Madeira é antiga e em grande escala. A cidade de Porto Velho por muito tempo viveu às custas do apogeu do garimpo de ouro. Como é impossível impedir a atividade, o mais prudente seria regulamentar a extração mineral de forma a garantir menor impacto ambiental e evitar a venda clandestina do minério.
São toneladas de ouro retiradas da calha do gigante rio Madeira que tem destino através do mercado negro. O minério é vendido no comércio paralelo e não existe controle do Estado.
Muitas famílias vivem desse negócio. São pessoas que tiram o sustento no trabalho árduo nas balsas de extração e nos negócios paralelos. Essas pessoas conseguem renda e sobrevivência e se desesperam quando acontecem as operações de combate a clandestinidade. Mas de outro lado, tem poucas pessoas que dominam essa riqueza maior e para essas não importa a legalização, pois levam vantagem do jeito em que está a atividade.
Portanto, para o bem geral do negócio é necessário regulamentar para garantir o ciclo correto e justo da atividade.
Mín. 23° Máx. 36°

