
Os condutores de veículos que precisam trafegar pela rodovia Engenheiro Isaac Bennesby (BR-425) estão muito preocupados com a situação das duas pontes que existem no percurso. Uma das pontes está no distrito de Ribeirão e a outra no distrito de Araras, trecho compreendido entre Porto-Velho e Guajará-Mirim. Diariamente, a estrada é utilizada para a passagem se ônibus, caminhões, carretas, táxis e veículos de passeio, visto que muitos turistas visitam a região de Guajará-Mirim com regularidade. Considerando que esta é a única via terrestre que liga à capital do estado, o risco de isolar a fronteira é muito grande.
As duas pontes foram construídas há mais de 100 anos, ainda no período da construção da Ferrovia Madeira Mamoré e a estrutura que suporta os veículos é de madeira. Sempre que a população reclama, as autoridades responsáveis fazem uma reforma paliativa na estrutura de madeira, mas todo mundo sabe que não é suficiente para durar muito tempo. Aliás, é muito provável que estas sejam as duas únicas pontes construídas em rodovias federais ainda de madeira. A impressão que fica é que os políticos que compõem a bancada federal de Rondônia não conhecem a realidade, até porque muitos deles frequentam a região apenas em períodos eleitorais e, nessas ocasiões, costuma ir a Guajará-Mirim de avião. É lamentável que uma região histórica viva uma realidade tão precária. Embora a recuperação das pontes não seja atribuição do governo de Rondônia, o governador do estado deveria cobrar das autoridades federais a construção de pontes de concreto nos locais. A outra opção é torcer para que não aconteça nenhuma tragédia. Imagens feitas nesta quarta-feira mostram que a situação é de calamidade.
Em reunião ocorrida recentemente com representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) , a deputada estadual Taissa Sousa, que representa a região na Assembleia Legislativa de Rondônia, conversou com o superintendente do DNIT em Rondônia, André Lima dos Santos, e mostrou a gravidade do caso. Guajará-Mirim e Nova Mamoré merecem respeito, como também merecem respeito todos os condutores de veículos que trafegam pela rodovia Engenheiro Isaac Bennesby. Infelizmente, neste período em que se aproximam as festas de fim de ano, a tendência é que o perigo de acidentes resultados trágicos aumente, visto que o fluxo de veículos será muito maior. Não se pode aceitar tanto descaso com a população dessa região e com os usuários da rodovia. Onde estão as autoridades da bancada federal, que não exigem uma solução para este problema tão antigo e que incomoda tanto os rondonienses?




O Jornal Eletrônico Guajará Notícias recebeu, no fim de tarde desta quarta-feira, diversas imagens que confirmam a situação de destruição das pontes e o grande risco de graves acidentes. Entretanto, as autoridades seguem caladas e nenhuma providência sobre o caso foi anunciada. As pontes citadas já foram objeto de incontáveis campanhas políticas no decorrer destes mais de 100 anos, mas tudo nunca passou de meras promessas vazias, enquanto a população e os condutores que trafegam diariamente pela BR - 425 vivem a falta de segurança, de tranquilidade e os diários riscos de acidentes. Enquanto as autoridades competentes permanecerem caladas, a única opção dos motoristas é contar com a sorte, mas não se sabe até quando a sorte irá colaborar.
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