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Governador diz que não gostou da greve na PM

Greve dos policiais militares

22/04/2011 às 15h43
Por: João Teixeira
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O que mais deve fazer um governo é decidir. E não é fácil decidir, ainda mais em situação de conflito. É para isto que já existem especialidades, hoje em dia, de gerentes de conflitos ou mediadores.

E para decidir deve-se agir com imensa prudência. E para que tudo aconteça bem feito, o grande orientador é ainda o coração. Muita gente fala, muita gente sabe, muita gente diz, mas, o mais importante é a sua própria vontade, a luz própria acesa dentro da gente.

Muita gente quer saber a minha opinião sobre a greve dos policiais. Claro que não gostei. Quem é que gosta de greve?

Nem quem faz e nem quem sofre suas conseqüências. Ainda mais greve de policiais. Aqui, a palavra greve não cabe bem, porque não é usual ver-se greve de policial militar. Mas existe como exceção à regra. Primeiro, porque o policial militar tem leis próprias. Regras próprias que o candidato aceita quando se incorpora aos seus quadros.

O principal fundamento da vida de um policial militar é sem dúvida, dois pilares antigos e fundamentais – HIERARQUIA E DISCIPLINA. E assim tem se movido as policias militares e as Forças Armadas no mundo inteiro.

A greve do policial militar por natureza não existe. E quando há, na sua forma que bem quiser, trata-se de um levante ou sublevação de princípios basilares. Em 1922 houve o primeiro movimento tenentista, conhecido com o Levante dos 18 do Forte de Copacabana. E mais tarde, bem conhecido, o Manifesto do Marinheiro Cabo Anselmo que foi o estopim para o Golpe Militar de 64.

Outros têm surgido pontualmente no Brasil e todos contidos e resolvidos. Em Rondônia tem se pelo hábito. O que não é bom. Abala a estrutura de comando. Ferem de morte os princípios básicos da organização. Abala o ordenamento jurídico próprio da caserna. Mas serve como lição, para que de agora em diante, de uma vez por todas, cessem estes confrontos desnecessários. E abre alas para movimentos políticos se expressarem num ambiente que deve antes de tudo ser de ordem e paz.

O que está feito está feito. O que foi negociado está negociado. Mas, é como diz o velho samba – “foi liberdade demais que eu te dei. Sair a passeio – deixei. Boate e cinema – deixei. Os amigos falaram – deixei. Foi liberdade demais que eu te dei.”

 

 

Fonte: BLOGDOCONFUCIO

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