
Desde a tarde desta sexta-feira, 19, iniciou-se uma crise entre as cidades de Guajará-Mirim e Guayaramerin-Beni/Bolívia. Segundo informações obtidas pelo Jornal Eletrônico Guajará Notícias, tudo começou quando alguns bolivianos alegaram que a "Polícia" apreendeu embarcações bolivianas, conhecidas como "pec-pec", enquanto navegavam no território da Bolívia, e as encaminharam para o território brasileiro.
Durante a tarde desta sexta-feira, 19, uma embarcação brasileira que fazia a travessia de passageiros até a cidade fronteiriça de Guayaramerin, ao chegar no porto da Bolívia, foi apreendida por pessoas presentes no local. Eles alegam estar reagindo contra a ação da Polícia e a construção de um muro às margens do rio Mamoré, que dá acesso a um porto no bairro Triângulo, no município de Guajará-Mirim.
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Revoltados em resposta às ações da Polícia Brasileira, agiram detendo a embarcação brasileira, pertencente a uma empresa de transporte fluvial brasileira. Na oportunidade, os bolivianos informaram que só entregariam o barco ao município de Guajará-Mirim após as embarcações bolivianas serem devolvidas.
Ainda na sexta-feira, 19, a Polícia Federal, representantes da Capitania dos Portos (Marinha), representantes do Consulado Boliviano, representantes das Empresas de Navegação e representantes do Comércio local reuniram-se no Porto Oficial, buscando uma alternativa diplomática junto às autoridades bolivianas para resolver o problema e garantir a devolução do barco brasileiro apreendido pelos bolivianos na Bolívia, a fim de que a vida retome seu curso normal entre os dois países.
No Porto Boliviano, o piloto e os passageiros ficaram impedidos de retornar para solo brasileiro. Somente por volta das 19h00min os passageiros foram autorizados a retornar para o Brasil. Em seguida, o Porto foi novamente fechado, e até o fechamento desta matéria, permanece fechado tanto para ida quanto para volta. Segundo informações, o Porto só será reaberto após o barco brasileiro ser entregue ao Brasil.

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