O Comando da PM reagiu com a possibilidade de uma nova paralisação no setor de segurança pública em Rondônia, hipótese levantada pela Associação dos Familiares dos Praças da Policia Militar do Estado de Rondônia (ASSFAPOM) e, em nota oficial deixa claro que irá mesmo punir os manifestantes grevistas. O comandante-geral, coronel Paulo César de Figueiredo, diz que apesar do governador Confúcio Moura (PMDB) ter aceitado alguns termos da pauta de reivindicações, não poderia negociar “o que deve ser praticado de ofício, pois, conforme dito na liminar Os atos praticados pela Associação quanto ao livre acesso aos estabelecimentos órgãos militares, sem dúvida, configuram abusos que devem ser coibidos. Acresça-se a isso o perigo iminente à ordem pública e a segurança da população deste Estado, como pode se ver dos inúmeros fatos criminosos noticiados após a deflagração do movimento.”
Na segunda-feira a Associação denunciou que perseguições estavam em andamento e citou o caso do próprio presidente da entidade, Jesuino Silva Boabaid, que teria sido transferido de quartel. Disse em nota que uma greve poderia acontecer. Nesta terça-feira lançou edital de convocação da categoria para assembleia na próxima sexta-feira.
A paralisação do setor de segurança ostensiva em Rondônia começou em 19 de abril e gerou revolta na população. Atos de vandalismo foram registrados, como a explosão em uma prédio onde haviam caixas eletrônicos instalados, arrastões e confusões entre PMs e policiais civis. O Governo aceitou vários pontos e o governador se comprometeu em anistiar as lideranças do movimento. Mas agora a PM alega que garantiu liminar na Justiça em que ficam claros os abusos do movimento paredista.
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