
O assunto parece adormecido, mas não está. Há no ar um cheiro de Ivo Cassol. O ex-governador depende de decisões do Congresso para voltar a ter seus direitos políticos validados, mas o que se ouve pelos bastidores é que a maioria dos deputados federais, assim como senadores (incluindo o futuro presidente da Casa, Davi Alcolumbre) estariam dispôs a modificar a legislação, tanto pelo tempo exagerado de punições como no sentido de separar os casos em quie houve má fé e clara roubalheira dos que envolvem apenas erros técnicos, como seria o caso não só de Cassol, como também do ex-senador Acir Gurgacz, ambos injustiçados em decisões até hoje contestadas. A expectativa é que as decisões do Congresso que reponham Ivo Cassol, Gurgacz e outros políticos na mesma situação, não só de Rondônia, mas também de diferentes Estados brasileiros, sejam tomadas até, no máximo, no início do segundo semestre do ano que vem.
Caso possa concorrer, Ivo Cassol surge como uma espécie de furacão eleitoral. Mesmo há tantos anos fora do poder, seus dois mandatos (saiu no final do segundo, para concorrer ao Senado) ficaram marcados na História do Estado. Na grande maioria dos municípios rondonienses, mesmo que tenha surgido uma nova geração de eleitores, “os feitos do ex-Governador são lembrados de pai para filho”, analisa um dos seus inúmeros colaboradores e admiradores. Embora se ouça aqui e ali que Cassol não tem chances de voltar, geralmente opiniões vindas de adversários, vale repetir: há no ar um cheiro de Ivo Cassol!
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