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MAIS UM INCÊNDIO EM TERRENO BALDIO EXPÕE FALTA DE FISCALIZAÇÃO E CUIDADO COM ÁREAS URBANAS EM GUAJARÁ-MIRIM

Na tarde desta quarta-feira, 09 de julho de 2025, moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Guajará-Mirim,

09/07/2025 às 18h39 Atualizada em 10/07/2025 às 21h30
Por: João Teixeira Fonte: Redação/Guajará Noticias
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Na tarde desta quarta-feira, 09 de julho de 2025, moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Guajará-Mirim, viveram momentos de tensão com mais um incêndio em área urbana, desta vez em uma quadra vazia localizada na Avenida Giácomo Casara, esquina com a Rua Toufic Melhem Bouchabick. As chamas se alastraram rapidamente pelo capim seco, exigindo a pronta atuação do Corpo de Bombeiros Militar para evitar que o fogo atingisse residências próximas.

     

A ocorrência, infelizmente, não é um caso isolado. Com a chegada da estiagem, o cenário se repete em diferentes bairros da Pérola do Mamoré. Terrenos baldios cobertos por mato alto, entulhos e lixo se transformam em potenciais focos de incêndio. A combinação de descaso, vegetação seca e, em muitos casos, ação criminosa  com fogo ateado de forma proposital  agrava ainda mais a situação.

Guajará-Mirim, cidade histórica com quase 100 anos de emancipação política e localizada na fronteira com a Bolívia, possui inúmeras quadras urbanas sem edificações ou manutenção adequada. Esses espaços abandonados, além de comprometerem a estética urbana, colocam em risco a saúde pública e a segurança da população.

Em outros municípios rondonienses, alternativas eficazes já estão sendo adotadas para coibir o abandono de terrenos. É o caso de Vilhena, onde está em vigor a Lei Municipal nº 4.461/2016, conhecida como “Programa Cidade com Grama”. A legislação determina que os proprietários de terrenos não edificados devem mantê-los cobertos por grama, evitando assim o acúmulo de lixo, a proliferação de pragas, o risco de incêndios e contribuindo com a paisagem urbana.

Pela lei, caso o proprietário não cumpra a exigência, a prefeitura pode realizar o plantio de grama e posteriormente cobrar os custos do serviço. O modelo adotado em Vilhena tem proporcionado diversos benefícios: valorização dos imóveis, prevenção de doenças como dengue, controle de animais peçonhentos e melhora da qualidade de vida da população.

O site Guajará Notícias buscou detalhes desse projeto que já mostra resultados positivos no Cone Sul do estado e deixa uma sugestão aos legisladores de Guajará-Mirim. Um programa semelhante, adaptado à realidade local, pode ser um importante passo para transformar áreas abandonadas em espaços urbanos mais seguros, limpos e saudáveis.

Enquanto isso, permanece o apelo da comunidade para que a Prefeitura intensifique a fiscalização e aplique as sanções previstas em lei aos responsáveis por queimadas irregulares. Que a fumaça que encobre os bairros de Guajará-Mirim sirva de alerta e não de rotina.

                           

 

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