
Um final de semana que deveria ser de diversão e confraternização por pouco não terminou em tragédia no bairro Nossa Senhora de Fátima. Durante um torneio esportivo, policiais militares do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) apreenderam diversos carretéis de linha com cerol uma mistura criminosa e letal de cola com vidro moído que estavam sendo utilizadas por pessoas que empinavam pipas nas proximidades do evento.
A denúncia chegou por meio de moradores da comunidade, preocupados com a presença de crianças, jovens e adultos em um ambiente onde linhas cortantes circulavam livremente pelos ares. De forma ágil, uma guarnição foi deslocada até o local e flagrou vários participantes com papagaios, sendo que alguns abandonaram os carretéis ao notarem a presença da viatura. O material foi apreendido e encaminhado à Delegacia Regional da Polícia Civil.
A ação da PM evitou o que poderia ter se tornado mais um caso trágico envolvendo cerol em Guajará-Mirim. O site Guajará Notícias tem acompanhado com atenção esse problema que insiste em colocar vidas em risco. Moradores da Pérola do Mamoré relatam com frequência os perigos dessa prática, que já provocou ferimentos sérios em diferentes partes do corpo, incluindo braços, mãos e, em casos mais graves, no pescoço.
O QUE O CEROL PODE CAUSAR?
À primeira vista, pode parecer apenas uma “brincadeira inocente”. Mas o cerol, ao ser fixado na linha, transforma-se em uma lâmina invisível e mortal, capaz de cortar pele humana com facilidade, rasgar roupas, atingir artérias e causar mutilações permanentes. Em casos extremos, pode provocar a morte.
Motociclistas e ciclistas estão entre as maiores vítimas. Uma linha com cerol esticada na altura do pescoço pode cortar profundamente a jugular ou traqueia, levando à perda instantânea de sangue, sufocamento ou parada cardíaca. Não são poucas as ocorrências de trabalhadores, entregadores de aplicativo e cidadãos comuns que foram surpreendidos por esse tipo de armadilha invisível em ruas e avenidas da cidade.
Pais já relataram ferimentos nos próprios filhos causados por linhas com cerol que desceram dos céus sem aviso. Cortes profundos nas mãos de crianças ao recolher a linha, ferimentos nos rostos e cicatrizes que ficarão para a vida toda. Uma brincadeira que, quando usada com irresponsabilidade, fere, mutila e mata.
CLAMOR POR PROVIDÊNCIAS
A apreensão feita neste final de semana é um alerta urgente. A comunidade de Guajará-Mirim tem cobrado insistentemente ações mais rigorosas para coibir essa prática ilegal e perigosa. O uso de cerol é proibido por leis estaduais e municipais, e pode ser enquadrado como crime de perigo para a vida e integridade física de terceiros.
A atuação firme da Polícia Militar neste caso merece reconhecimento, mas também acende a necessidade de ações preventivas permanentes, campanhas educativas e punição severa aos responsáveis. Não se trata apenas de coibir uma infração, mas de salvar vidas.
O Guajará Notícias segue firme ao lado da população, exigindo providências, denunciando abusos e lutando por uma cidade mais segura para nossas crianças, trabalhadores e famílias. Cerol não é brincadeira. É arma, e deve ser tratado como tal.
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