
A presença de árvores em condições críticas no perímetro urbano do município tem gerado preocupação entre moradores e, principalmente, pais de alunos de duas instituições de ensino localizadas na Avenida Marechal Deodoro, bairro Serraria. A situação foi registrada nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, pelo Guajará Notícias, após constantes reivindicações da comunidade.
Uma das árvores, localizada em um terreno baldio em frente ao Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA) Dr. Cláudio Fialho, apresenta sinais visíveis de comprometimento estrutural. O tronco, já em processo de apodrecimento, e os galhos secos expostos indicam risco iminente de queda. De acordo com normas técnicas de avaliação de risco arbóreo, como as previstas pela ABNT NBR 16246-2:2013, árvores nessas condições exigem laudo fitossanitário imediato, podendo resultar em sua supressão preventiva para evitar acidentes.

Outro ponto crítico identificado pela reportagem fica na esquina da Escola Municipal Professora Floriza Bouez, onde uma árvore de grande porte se encontra encostada ao muro da instituição. O local é frequentado diariamente por centenas de crianças e adolescentes, aumentando a preocupação quanto à segurança. Apesar de já ter sido destacada em reportagens anteriores, até o momento não houve apresentação de parecer técnico por parte do órgão municipal responsável pela fiscalização ambiental e urbanística.

Especialistas alertam que a ausência de manejo adequado de árvores em áreas urbanas pode gerar riscos graves, incluindo queda de galhos, danos ao patrimônio público e privado, além de acidentes com pedestres e veículos. A legislação ambiental permite a retirada de árvores condenadas, desde que respaldada por laudo técnico, justamente para evitar tragédias.
O Guajará Notícias já comunicou oficialmente a situação ao presidente da Câmara Municipal, vereador sargento Eliel Silvino, e mantém espaço aberto para que o Poder Público se manifeste, apresente notas técnicas ou adote providências cabíveis.
Enquanto isso, moradores e pais de alunos seguem apreensivos, cobrando medidas preventivas que assegurem a integridade física de quem circula diariamente nessas áreas.
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