
Um caso de violência doméstica chocou a comunidade de Guajará-Mirim nessa semana. Uma mulher foi esfaqueada sete vezes pelo próprio esposo e mantida em cárcere privado dentro da residência do casal por dois dias. O crime teria ocorrido entre quinta e sexta-feira, 24 de outubro de 2025, mas somente no sábado (25) a Polícia Civil foi informada da ocorrência.
Segundo apurado pelo Guajará Notícias, após o ataque, o agressor não prestou socorro imediato à vítima. Mesmo ferida e debilitada, ela foi impedida de sair de casa. Apenas dois dias depois, temendo que familiares descobrissem o ocorrido, o suspeito decidiu levá-la ao Hospital Regional de Guajará-Mirim, onde recebeu atendimento emergencial da equipe plantonista.
A vítima, ainda em recuperação, encontra-se internada em estado estável e fora de risco iminente. Os ferimentos, provocados por golpes de faca, exigiram cuidados intensivos.
Familiares relataram à reportagem que o agressor tentou ocultar o crime, mantendo a mulher confinada, mesmo diante da gravidade das lesões.
“Ele ficou com ela dois dias dentro de casa, esfaqueada, e só depois teve coragem de levá-la ao hospital. Agora quer se fazer de vítima, dizendo que ama ela. Mas nós sabemos de tudo e temos testemunhas”, relatou, com emoção, uma irmã da vítima.
A ocorrência foi formalmente registrada na Delegacia Regional da Polícia Civil no sábado (25), e o suspeito segue foragido. Equipes de investigação trabalham para localizá-lo e cumprir o mandado de prisão.
O caso é apurado sob a égide da Lei Maria da Penha, que prevê punição rigorosa para crimes cometidos em contexto de violência doméstica. Familiares da vítima, profundamente abalados, pedem justiça e esperam que o agressor seja responsabilizado.
Enquanto as investigações seguem, a dor e a indignação tomam conta dos que conviviam com o casal, marcando mais um triste episódio da violência que insiste em silenciar mulheres dentro do próprio lar.
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