
O site Guajará Notícias recebeu, na manhã desta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, relatos e imagens preocupantes vindas da região do Rio Pacaás Novos, nas localidades de Santo Antônio, Santa Luzia e Santa Margarida, zona ribeirinha do município de Guajará-Mirim. Moradores registraram grande quantidade de peixes mortos boiando nas águas do rio, levantando novamente a hipótese de um fenômeno ambiental grave, ainda sem explicação técnica confirmada.
Entre as espécies identificadas nas imagens estão Surubim, Tucunaré, Traíra, Bagre e outras de grande relevância para a biodiversidade e a subsistência das comunidades ribeirinhas. O Pacaás Novos é um dos principais cursos d’água do município e integra uma área de importância ecológica e socioeconômica, utilizada por dezenas de famílias que dependem diretamente da pesca artesanal.
O presidente da Associação Primavera, Ronaldo Ferreira Lins, informou à reportagem que desde o último sábado (8) os moradores da região começaram a observar a morte de diversas espécies. “A situação é bastante preocupante. Já é o segundo ano consecutivo que isso acontece e até agora não recebemos um laudo técnico apontando as causas desse fenômeno”, declarou Lins.
Segundo o presidente, ofícios foram encaminhados à Defesa Civil Municipal, ao Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia e à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), solicitando uma ação emergencial de vistoria e coleta de amostras da água e dos peixes para análise laboratorial. A expectativa é que os órgãos ambientais realizem, com urgência, uma investigação técnica que possa determinar se há contaminação química, redução de oxigênio na água ou outro fator ambiental responsável pela mortandade.
Em 2023, um fenômeno semelhante foi registrado na mesma região, quando a população ribeirinha também denunciou a morte de várias espécies. À época, o Guajará Notícias repercutiu o caso, e documentos foram encaminhados aos órgãos fiscalizadores, mas nenhum resultado conclusivo foi apresentado até o momento.
De acordo com moradores, os peixes que habitam o fundo do rio como Bagres e Surubins são os mais atingidos, o que pode indicar baixa oxigenação da água ou presença de substâncias tóxicas sedimentadas. A comunidade teme que a repetição anual do problema cause um desequilíbrio ambiental irreversível, comprometendo a fauna aquática e a segurança alimentar das famílias que vivem da pesca.
A Associação Primavera reforça o pedido de intervenção imediata do Governo do Estado e das autoridades ambientais, para que medidas sejam adotadas de forma preventiva e corretiva. “O que todos nós queremos é uma resposta técnica concreta, para que esse tipo de tragédia ambiental não volte a se repetir e para que possamos proteger o nosso rio e as espécies que dele dependem”, concluiu Ronaldo Lins.
Guajará Notícias seguirá acompanhando o caso e cobrando das autoridades competentes uma resposta técnica e transparente sobre as causas da mortandade de peixes no Rio Pacaás Novos, um dos patrimônios naturais mais importantes da região de Guajará-Mirim.



















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