
O município de Guajará-Mirim, na região da Pérola do Mamoré, convive há anos com um grande número de terrenos baldios e edificações abandonadas. São imóveis que, em períodos anteriores, funcionaram como pontos comerciais ou residenciais, mas que hoje se encontram desocupados e em avançado estado de deterioração. A falta de manutenção adequada tem gerado impactos ambientais, sanitários e urbanísticos perceptíveis em diversos bairros.
De acordo com a legislação municipal e normas de posturas urbanas, a conservação de imóveis — incluindo limpeza, cercamento e retirada de resíduos é de responsabilidade direta dos proprietários. Quando não cumpridas, essas obrigações podem resultar em medidas administrativas, como notificações, multas e até execução de serviços pelo Poder Público, com posterior cobrança ao dono do imóvel. Contudo, a fiscalização depende de denúncias, relatórios técnicos e procedimentos formais previstos em lei.
Um dos exemplos citados por moradores está localizado na Avenida Dr. Lewerger, no bairro São José, onde há prédios em ruínas e terrenos tomados pelo mato, pelo acúmulo de resíduos sólidos e até descarte irregular de animais mortos. Foi nesse cenário que, na manhã desta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, a equipe do Guajará Notícias registrou a presença de urubus devorando a carcaça de um gato descartado no local. A situação se torna ainda mais preocupante pela proximidade de estabelecimentos que comercializam alimentos, podendo gerar risco sanitário e atrair vetores de doenças.


O Código de Posturas, a Lei de Limpeza Urbana e as normas ambientais classificam esse tipo de acúmulo de resíduos como ponto crítico de desordem urbana, devendo ser alvo de ações conjuntas de fiscalização, educação ambiental e manutenção preventiva. Situações como descarte irregular de animais configuram, em tese, infração ambiental e crime previsto na legislação federal.
Desde a transição administrativa, moradores têm utilizado redes sociais e canais de comunicação para solicitar uma força-tarefa que priorize a limpeza de áreas críticas, especialmente neste período de encerramento do ano, quando o fluxo de visitantes aumenta e as altas temperaturas intensificam odores e a proliferação de insetos e aves carniceiras.
O Guajará Notícias reforça que a iniciativa de manutenção deve partir principalmente dos proprietários, conforme prevê a lei, mas destaca a importância de ações integradas entre comunidade, fiscalização e administração municipal para devolver à Pérola do Mamoré um aspecto mais seguro, salubre e organizado. A expectativa dos munícipes é de que, em 2026, esse tema seja tratado como prioridade no planejamento urbano de Guajará-Mirim.
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