
Moradores de Guajará-Mirim e frequentadores da Feira Livre localizada ao lado do Mercado Público Municipal têm utilizado as redes sociais para cobrar da administração municipal um reforço na fiscalização e no cumprimento das normas sanitárias no espaço público. As reclamações giram em torno da perda gradual da organização, higiene e estética que a feira havia conquistado após investimentos públicos destinados à reestruturação do local.
A intervenção mais significativa ocorreu por meio de emenda parlamentar da deputada estadual Dra. Taissa Sousa (PODEMOS), que garantiu recursos para a instalação de uma cobertura completa em material de alta durabilidade, além da aquisição de mesas metálicas com tampo em inox — itens adequados para o manuseio seguro de alimentos. A modernização proporcionou mais conforto aos feirantes, proteção contra intempéries e condições estruturais alinhadas às boas práticas de higiene e salubridade previstas na legislação sanitária vigente.
Contudo, internautas apontam que o cenário atual tem se distanciado do padrão inicialmente alcançado. Segundo relatos, grande parte das mesas de inox deixou de ser utilizada, dando lugar novamente a estruturas antigas de madeira, muitas delas sem qualquer tipo de proteção para alimentos. A prática, além de contrariar as exigências básicas de segurança alimentar, compromete a qualidade dos produtos ofertados e coloca em risco a saúde dos consumidores.
Em apuração realizada pelo site Guajará Notícias, constatou-se que os feirantes contemplados com as mesas de inox assinaram termo de responsabilidade pelo uso adequado do patrimônio público. Inicialmente foram entregues 40 mesas, e novas unidades devem chegar nos próximos meses para ampliar a padronização da feira. Apesar disso, a ausência de fiscalização contínua tem permitido o retorno de práticas inadequadas, em desacordo com as normas de vigilância sanitária e com as diretrizes de gestão de espaços públicos.
Diante das denúncias, cresce a cobrança por uma ação imediata do poder público municipal, especialmente dos setores responsáveis pela fiscalização e ordenamento da feira. Entre as medidas consideradas urgentes estão:
Revisão do cadastro e regularização dos permissionários;
Fiscalização permanente para coibir o uso de estruturas irregulares;
Aplicação de penalidades administrativas em caso de descumprimento das normas;
Reforço nas ações educativas para orientar os comerciantes sobre boas práticas de manipulação de alimentos;
Monitoramento sistemático da higiene, disposição dos resíduos e adequação dos equipamentos.
A Feira Livre de Guajará-Mirim desempenha papel fundamental na economia local e no abastecimento diário da população. Por isso, garantir condições seguras, salubres e padronizadas é uma responsabilidade pública e coletiva. O alerta dos internautas reforça a necessidade de atuação rápida e assertiva da administração municipal, assegurando que a infraestrutura já existente seja utilizada corretamente e que o espaço continue cumprindo sua função social com qualidade e segurança para todos.








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