
O grande número de pacientes ambulatoriais que procura o João Paulo II acaba por prejudicar os atendimentos de urgência e emergência, para os quais o hospital foi criado. A medida visa organizar o fluxo de pacientes para conter a superlotação que impede a unidade de saúde a se ater ao seu objetivo, de atender com qualidade os casos graves, como acidentados, baleados, esfaqueados, infartados e outros atendimentos referenciados como de média e alta complexidade.
Classificação
O João Paulo II atende seguindo o protocolo de classificação de risco do Hospital Odilon Behrens, de Belo Horizonte (MG), que é referência no dispositivo da Política Nacional de Humanização (PNH). O paciente que der entrada na unidade será classificado de acordo com a gravidade e receberá uma pulseira de identificação: vermelho- emergência; amarelo-urgência; verde - atendimento que deveria ser atendido nas policlínicas; azul - atendimento nos posto de saúde, já seguindo as metas Joint Comission International (JCI), órgão internacional que prima pela qualidade em atendimento hospitalar.
De acordo com esse órgão, todos pacientes devem ser identificados com no mínimo duas formas de identificação. O JP-II está usando o nome e a data de nascimento para confirmação do paciente. Uma pulseira de cor laranja será usada nos pacientes em observação e uma branca quando necessitar de internação. A direção do João Paulo-II informa ainda que, ao dar entrada na unidade, se não for caso de urgência ou emergência, o paciente será encaminhado ao posto de saúde mais próximo de sua casa ou que atenda suas necessidades.
O governo admite que a medida é dura, mas necessária para controlar a grande demanda de casos simples que deságuam no JP-II. Uma solução definitiva está sendo tomada pelo governo, que é a agilização para a construção do hospital de emergência em Porto Velho.
Fonte: Decom
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