
O acusado está foragido com prisão preventiva decretada e segundo a Polícia Civil, possui antecedentes criminais e vinha sendo relacionado a crimes que passaram de estelionato a extorsão e sequestro. Para os investigadores, o homicídio de Lucas representa um agravamento dessa trajetória criminal.
A investigação também traçou o modo de atuação atribuído ao marginal. Nicolas seria articulado e escolheria pessoas com características específicas, principalmente solteiras, instruídas e com autonomia financeira. A partir da aproximação, entraria no círculo social dessas pessoas, estabeleceria uma relação de confiança e passaria a manipulá-las para obter acesso aos recursos financeiros.
Ainda de acordo com as informações policiais, entre as práticas atribuídas a Nicolas estão mentiras, furtos e o uso de substâncias para dopar vítimas. A Polícia Civil também o descreveu como uma pessoa oportunista e sem empatia, avaliação relacionada ao comportamento identificado durante as investigações.
Lucas desapareceu no dia 22 de julho. Dois dias depois, foi encontrado morto em uma cova no cemitério Santo Antônio. O corpo apresentava vários sinais de violência.
A partir das investigações, o DHPP colocou Nicolas como principal suspeito do homicídio. Além dos elementos relacionados à morte, a apuração identificou o deslocamento do carro de Lucas até Guajará-Mirim e o uso do cartão da vítima naquela cidade.
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