
A audiência pública foi uma iniciativa da Câmara de vereadores de Guajará-Mirim e foi realizada na noite de quarta-feira (6). Autoridades municipais e pessoas da comunidade estiveram presentes para debater questões relacionadas à saúde publica no município, que vem enfrentando sérios problemas.
O plenário improvisado da câmara de vereadores ficou lotado. A audiência faz parte de uma solicitação da Comissão de Saúde da casa e foi encabeçada pelos vereadores Marileth Soares Deniz e Francisco Quintão.
Vários servidores lotados na saúde, inclusive médicos e enfermeiros, estiveram presentes. Além dos vereadores Marileth e Quintão, participaram da audiência, os vereadores Célio Targino de Melo (presidente da Câmara), Sérgio Bouez, Gerônima Melo e Guerard Castro. Quem também acompanhou a audiência foi o secretário da saúde do trabalhador na CUT e presidente do Conselho Estadual de Saúde, Raimundo Nonato.
Assuntos do dia-a-dia relacionados ao setor de saúde do município vieram à tona. As condições precárias do hospital regional, falta de profissionais em algumas áreas, a necessidade de uma reforma completa da unidade hospitalar e aquisição de novos equipamentos.
Mas, a questão mais polêmica girou em torno do possível fechamento temporário de parte do hospital regional, onde ficaria funcionando somente o pronto socorro. Os demais atendimentos passariam a ser realizados no Hospital Bom Pastor, através do Pró-Saúde, um programa custeado pelo Governo Federal. O Hospital Bom Pastor agora é administrado pela iniciativa privada e isso tem causado preocupação, pelo menos, foi o que ficou patente durante a audiência. Muitos temem que o atendimento público, em uma unidade de iniciativa privada, possa ser prejudicado.
A secretária Municipal de Saúde, Denise Marques, salientou o interesse do Governo do Estado em ajudar o município, principalmente no setor de saúde. Ela negou que o hospital regional esteja sendo interditado, mas que o atendimento no Hospital Bom Pastor seria mais uma alternativa para melhorar a saúde em Guajará-Mirim, já que o hospital regional está carente de vários equipamentos e a aquisição desses materiais demandaria muito tempo.
No final da audiência, os participantes decidiram elaborar um documento reivindicando do Governo Estadual investimentos imediatos no hospital regional de Guajará-Mirim. Eles se manifestaram contra o investimento que o Governo do Estado pretende fazer no hospital Bom Pastor. Os servidores da saúde temem que o hospital regional, fique igual a maternidade Dr. Claúdio Fialho, que foi interditada para reforma, que deveria durar 180 dias e já se passaram cerca de oito anos e a reforma não foi concluída.
Eles defendem que o Governo do Estado direcione recursos para a conclusão do prédio da maternidade, onde passaria a funcionar temporariamente o hospital regional, que só então, poderia ser interditado para as reformas necessárias.
Outras reivindicações:
Contratação de profissionais de saúde em áreas carentes no município;
Plano de Cargos Carreiras e Salários dos servidores da saúde;
Criação de uma ouvidoria na área da saúde;
Apresentação das necessidades do Hospital Regional;
Melhores condições aos postos de saúde e centro odontológico;
Cobrar do Governo o cumprimento da promessa durante o Projeto de Revitalização do município voltado a saúde.
A pauta de reivindicações será entregue ao Ministério Público, ao Governo do Estado, ao Poder Executivo, a Secretaria Municipal e Estadual de Saúde.
Fonte: guajaranoticias
Autor: Roberto Nunes
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