
Nós últimos dias, o deputado estadual Jesualdo Pires (PSB) vem engrossando as críticas e denúncias contra a Companhia de Água e Esgotos do Estado de Rondônia (Caerd), a quem acusa de ter a mais cara tarifa do país.
De repente, na visão de Jesualdo, a Caerd virou uma empresa “má”, que cobra caro e oferece um péssimo serviço. O curioso é que até bem pouco tempo atrás – leia-se Governo de Ivo Cassol -, o combativo parlamentar não tecia críticas à empresa, que é gerenciada de forma compartilhada entre Estado e servidores.
Mas, a raiz da raiva do deputado Jesualdo Pires, disse um assessor da companhia, talvez seja o fiasco de seu projeto, aprovado no começo do ano, de instalar um tal eliminador de ar nos hidrômetros de todas as milhares de residências atendidas pelo sistema de abastecimento de água da Caerd.
Reza a lenda que tinha uma empresa do Paraná, com sede em Ji-Paraná, já se preparando para a comercialização dos tais eliminadores, que para muitos, não passa de um produto para inglês ver, sem nenhuma utilidade e que se fossem instalados a Caerd desembolsaria milhões de seu combalido cofre.
Com a promessa de redução de 30% na conta de água, o eliminador foi muito defendido por Jesualdo, que teria tentado “convencer” o presidente da Caerd, Sérgio Castelo Branco, a implantar o serviço.
Como não conseguiu o seu intento, o deputado passou a destilar veneno contra a Caerd e a promover discursos denegrindo a companhia que leva água tratada para milhares de rondonienses e tem um modelo de gestão compartilhada que é referência para o país.
Jesualdo nega que tenha tentado “vender” a idéia dos tais eliminadores de ar para a Caerd, e que isso seja a causa de sua obstinação em prejudicar a companhia. Nega também que tenha visitado o presidente Castelo Branco e lhe feito chantagem do tipo: "Ou compra ou eu acabo com a Caerd e lhe tiro do cargo".
Mas, fica no ar uma pergunta: quem sairia ganhando com a instalação dos eliminadores de ar? Porque o deputado tanto insiste em vender esse produto? E porque, somente agora, a Caerd virou um problema? Será porque no próximo ano tem eleição e alguns políticos já buscam financiadores de suas campanhas?
Fonte: Rondonoticias
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