
A candidata a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) pela Chapa 2, professora Maria Rilmacy Leandro, pediu votos nessa terça-feira em Guajará-Mirim. Ela ficará durante toda a semana no interior, explicando suas propostas para mudar a forma como a entidade é conduzida. A candidata tem dito que o momento é de fortalecer a sindicato, chamando de novo para a base todos os que estão afastados.
Rilmacy tem recebido a solidariedade dos trabalhadores em educação, devido aos ataques patrocinados pelo grupo que se mantém no poder há 22 anos. Ela tem respondido que essa atitude já era esperada e que por isso mesmo sua motivação não diminuiu nem um pouco. “O que importa é que as propostas da Chapa 2 estão agradando a categoria”, destacou.
Trabalhadores em educação têm dito à professora Rilmacy que não querem mais o Sintero atrelado a um partido, nem ao governo do Estado, nem a nenhuma prefeitura, como acontece atualmente. Ela garantiu que isso não acontecerá, detalhando que os diretores podem ser filiados a diversos partidos, mas a entidade não penderá para nenhum lado, porque em primeiro plano estarão os interesses da base.
Os trabalhadores lembraram que atualmente a situação no Sintero está difícil, porque o marido da presidente Claudir Mata, Elisafan Sales, é assessor de primeiro escalão do governo do Estado – ele é diretor da Emater e recebe gratificação para exercer o cargo. Assim, filiados consideram que o sindicato perdeu força para negociar reajuste salarial, já que a diretoria está atrelada ao governo.
Outro problema é que o grupo que comanda o Sintero ja estar no Poder há 22 anos. Segundo muitos trabalhadores em educação, se não fosse isso haveria como o sindicato negociar melhores condições de trabalho com várias prefeituras que hoje são administradas por petistas.
Parte da base também considera excessivos os gastos do Sintero com mordomias para a diretoria e cobram uma prestação de contas transparente. A professora Rilmacy explicou que as assembleias serão realizadas em Porto Velho e também nas regionais, com o maior número possível de filiados, e que todos os gastos serão explicados com clareza.
Ela garantiu que na Chapa 2 não haverá atrelamento a nenhum partido nem administrações municipais ou estadual. “Vamos manter um bom relacionamento com todos os partidos que puderem ajudar o trabalhador em educação. E vamos nos fortalecer, porque se decidirmos partir para a greve, a paralisação terá que ser geral. Sindicato unido é sindicato forte”, afirmou.
Autor: Assessoria
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