A falta de estrutura para que os médicos e demais membros da área de saúde possam trabalhar com dignidade, em Guajará-Mirim, foi um dos problemas levantados pela diretoria do Conselho Regional de Medicina, durante inspeção realizada dia 28 de outubro passado, mas há outras questões que precisam ser resolvidas logo, “Como a ingerência do Judiciário pressionando médicos a fornecerem atestados e receitas, inclusive de medicamentos controlados, sem o devido atendimento”.
As afirmações são da presidente do CRM, médica Maria do Carmo Demasi Wanssa, que veio a Guajará-Mirim acompanhada de quatro diretores do Conselho, da assessora jurídica e do conselheiro federal José Hiran Gallo. A presidente do CRM não nega estar decepcionada com o que o grupo viu e anotou na inspeção feita ao hospital Regional, quando foi obsevada a total falta de condição para poder ser oferecido um atendimento de qualidade à população.
Em relatório -denúncia que deverá ser encaminhado pelo CRM ao Ministério Público, à Secretaria estadual da Saúde e ao prefeito guajaramirense, deverá ser cobrada uma atenção melhor para o hospital. “Não há a mínima estrutura para o médico atender. Falta água, banheiro, cadeira para sentar, e até mesmo pia para lavar as mãos; faltam coisas básicas de higiene que qualquer médico em situação normal precisa para fazer atendimento às pessoas que vão ali”.
Os dirigentes do CRM observaram que o hospital está um caos. Existe um prédio que começaram a construir há mais de dez anos e não foi concluído. Há acúmulo de sujeira, sendo comum a existência de ratos, além de espaços que se transformam, pela falta de ação da fiscalização sanitária, em criadouros de mosquitos de malária e dengue.
“No hospital os equipamentos estão estragados, faltam médicos, não há ortopedista e uma simples torção no dedo, por exemplo, faz com que o paciente seja encaminhado para Porto Velho”. A presidente do CRM faz uma citação importante: “Mesmo sem o especialista, havia um médico que atendia nos casos de ortopedia, quando o problema podia ser resolvido lá mesmo, mas um paciente se queixou ao promotor, que questionou o médico e aí até esse atendimento teve de ser parado”.
A presidente Maria do Carmo Demasi Wansa lembrou que das autoridades convidadas para acompanhar, só compareceram a gerente administrativa do Hospital e os 13 médicos. O prefeito e o secretário municipal de saúde não compareceram.
“Isso demonstra o desinteresse para com a população, numa área de vital importância para todos. Agora, quando chega o tempo de campanha política, de pedir votos, aí tudo é diferente, numa demonstração clara de que atuam só por casuísmo e não existe um projeto real , nem compromisso efetivo, para com a vida e a saúde da população, mas o Conselho de Medicina não vai cruzar os braços e vamos continuar denunciando e exigindo que o poder público cumpra seu dever”, finalizou.
Assessoria de Imprensa Cremero
Mín. 24° Máx. 38°

