
Dois policiais militares, em uma viatura oficial da Polícia Militar, foram protagonistas de uma cena lamentável e completamente inadequada na tarde desta sexta-feira, 30/12. Os dois, cujas identidades as vítimas não tiveram o cuidado de anotar, abordaram os jornalistas Daniel Oliveira da Paixão e o também jornalista e editor do site Jornal por dentro da Notícia, Donizete Soares, quando ambos trafegavam pela rua Luther King, no bairro Jardim Clodoaldo, em Cacoal, por volta 17 horas.
O condutor do veículo, Daniel Oliveira da Paixão, trafegava em seu veículo Siena, cor prata, a uma velocidade de apenas 30 KM por hora, dentro das normas do trânsito e foi surpreendido com o sinal de que deveria parar. O condutor parou no acostamento, juntamente com o seu colega de trabalho, e os policiais já gritaram com ambos que deveria encostar-se ao veículo e colocar as mãos para o alto. Ato contínuo, esboçaram uma tentativa de revista, mas ao perceber que as vítimas portavam documentos que de fato as identificava como profissionais da imprensa, amenizaram o tom e apenas entregaram novamente os documentos aos mesmos. Para tentar justificar-se do grave erro de procedimento que haviam cometido, questionaram: “Os senhores sabem qual a razão de nós fazermos essa abordagem?”, ao que uma das vítimas disse: “ não temos a menor idéia”. Então, respondeu o policial que parecia ser o mais proeminente dos dois e dirigia a palavra: “Não vimos quem, mas um dos senhores jogou um papel no asfalto e por pouco não acertou uma transeunte”.
O fato é que, segundo as vítimas, nem o condutor e nem o seu colega de trabalho lançaram qualquer tipo de papel ao solo e nem havia transeunte no dito trajeto. Ou os policiais viram algum papel ser levado pelo vento (e deduziram que o mesmo fora lançado pela janela do veículo) ou simplesmente adotaram esse argumento para tentar uma justificativa para o procedimento inconseqüente e que viola os direitos inalienáveis dos cidadãos. “Não se pode fazer um julgamento apressado, mas da forma como os fatos foram desencadeados tem-se a nítida impressão de que os policiais perceberam que violaram a constituição e código de ética e conduta da corporação e, sem muitos argumentos que justificassem sua ação, usaram a escusa como uma justificativa ao ignóbil ato”, afirma Daniel Oliveira da Paixão, jornalista há 27 anos, dos quais mais de 15 anos dedicado apenas a Cacoal e região.
O Jornalista Daniel Oliveira da Paixão foi até ao quartel da Polícia Militar, mas não encontrou o comandante, mesmo assim levou o fato ao conhecimento ao Sargento de plantão. Ao relatar os fatos ao sargento, o jornalista disse que reconhece que os policiais fazem um trabalho importante à sociedade, atuando não apenas contra o crime, mas também preventivamente, mas no caso, em tela, houve abusos e constrangimento ilegal às vítimas. Já o editor do jornal Por Dentro da Notícia, Donizete Soares, afirmou que na segunda-feira vai procurar o comandante da Região, em Ji-Paraná, para relatar o ocorrido e cobrar que tais policiais não voltem a cometer esse tipo de procedimento.
Fonte: Jornal Por Dentro da Notícia
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