
A administração do Hospital Estadual Dr. Ari Pinheiro de Porto Velho deixou faltar remédios, água, camas, lençóis, colchões, e material de higiene, e limpeza. E, pior: falta gente que goste de trabalhar lá.
Ninguém esperava que o próprio diretor Jean Bessa de Holanda Negreiros tornasse público a triste realidade que tortura médicos, pacientes e funcionários da principal casa de saúde do estado de Rondônia, o Hospital de Base Dr. Ari Pinheiro, em Porto Velho.
A maioria dos equipamentos, inclusive médicos, que mantém o HB funcionando, não funciona por falta de manutenção. Nesta semana começaram a acabar os estoques de remédios da farmácia interna; a climatização é precária; o serviço de higiene e limpeza de enfermarias, UTI, cozinha e os banheiros é falho; a água está racionada, e a mineral inexistente. Os telefones 32165700 e 321165704 emudeceram, ou ninguém atende.
É incompreensível para o leigo compreender como é que se propaga pela televisão, principalmente, e, sites que o HB se modernizou, foi reformado, recebeu novas unidades neonatal e UTIs, instalou-se biblioteca e sala de repouso para os funcionários e médicos, e... o hospital está realizando cirurgias de ALTA complexidade. Dá para entender? Em que condições físicas e materiais os médicos conseguem tal façanha de heroísmo?
Lamento
Não aguentando tantas restrições e faltas, e reclamações de funcionários, e pacientes, o diretor Jean Negreiros, como se diz no jargão popular, “apelou para ignorância” indo a público desabafar, ou denunciar as peripécias que vive com seus funcionários e colaboradores.
Negreiros chegou a informar à imprensa, por escrito, que a Secretaria da Saúde do Estado não repassa os recursos financeiros orçamentários para o funcionamento decente do HB. Só neste ano de 2012, o diretor do hospital enviou 21 ofícios (protocolados) à SESAU, pedindo socorro, mas nenhum foi respondido. E, o HB continua recebendo pacientes de todos os municípios de Rondônia, sem condições de atendê-los.
É lamentável, mais, ainda, saber que o governador do estado é médico, mas, ainda, não mostrou interesse algum em resolver os problemas hospitalares, e da saúde da população.
Não adianta nomear policiais, mesmo que sejam coronéis, e tal, se não der condições, financeiras, principalmente, para que os agentes da saúde possam trabalhar. Aliás, um jornalista sugeriu que Confúcio Moura traga para a capital o mesmo administrador do seu hospital particular que tem na sua cidade de Ariquemes, cuja administração transformou um pequeno hospital de madeira num belíssimo edifício de quatro andares, e, funcionando de acordo com as necessidades dos pacientes.
Um conselho
Humaniza-se a saúde com profissionais habilitados que sejam BEM REMUNERADOS, e com investimentos – principalmente na mão de obra. Sem dinheiro, não há saúde.
Quem diz que dinheiro não compra saúde, falou só meia-verdade. O dinheiro não a compra, mas patrocina meios de mantê-la.
Autor: Lacerda da Silva
Fonte: [email protected]
Mín. 22° Máx. 39°

