
Alguns deputados foram apanhados de surpresa pela notícia de que teriam renunciado a cargos na mesa diretora. Nos bastidores, diziam que não tinham sequer pensado nessa possibilidade. Acontece que a possibilidade existe, para que seja encarada pela opinião pública como uma punição.
A deputada Ana da Oito (PT do B-Nova Mamoré), uma das acusadas de receber propina, chegou na manhã desta quinta-feira (17) com a voz embargada na presidencia da Assembleia Legislativa. Foi avisada de que o deputado Hermínio Coelho (PSD-Porto Velho) não estava, mas mesmo assim decidiu entrar, dizendo ter ouvido dizer que teria que renunciar ao cargo na mesa diretora.
O conselho para que os deputados renunciassem aos cargos na mesa foi dado por alguns parlamentares porque o regimento interno da Assembleia Legislativa preve tres tipos de decisão: cassação de mandato, absolvição e censura, que pode resultar em afastamento do mandato por um mes.
Censura é considerada uma punição muito branda. Para ser punido desta forma, o parlamentar teria que pelo menos que renunciar ao cargo na mesa diretora, o que poderia ser encarada como uma forma de autopunição. Quem decidir se manter na mesa corre sério risco de ter o mandato cassado.
Esse tipo de conselho passou a ser dado aos deputados indiciados na Operação Termópilas ainda na quarta-feira (16), quando começou a ser conhecido o teor do relatório do deputado Edson Martins (PMDB-Porto Velho), apresentado na manhã desta quinta-feira (17) à Comissão Parlamentar Processante (CPP).
Fonte: Tudorondonia
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