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Os injustiçados pela Operação Termópolis mostra a já debilitada imagem do parlamento estadual

02/06/2012 às 12h01
Por: João Teixeira
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Os injustiçados pela Operação Termópolis mostra a já debilitada imagem do parlamento estadual
Os injustiçados pela Operação Termópolis mostra a já debilitada imagem do parlamento estadual.

A Operação Termópilas, desencadeada pela Polícia Federal, pôs a nu mais um tentáculo de atuação irregular da Assembléia Legislativa de Rondônia. Trata-se do pagamento de propina a parlamentares, para votarem de acordo com as determinações do presidente daquela casa, Valter Araújo (PTB).

O número de deputados envolvidos no esquema desmontado pela PF chegou à casa dos oito. Somem-se a ele assessores parlamentares e agentes do Poder Executivo, com franca participação no negócio ilegal.

O trabalho eficiente de investigação, realizado pela Polícia Federal, se, de um lado, atingiu, em cheio, a já debilitada imagem do parlamento estadual, de outro, cumpriu uma tarefa essencial no processo de limpeza institucional do estado.

Os ilícitos, graves, tornados públicos por meio da Termópilas, são parte de uma ampla rede de corrupção que se espalha pelos quatro cantos do país e da qual a ALE tem sido um de seus protagonistas principais. Ou será que a população já se esqueceu dos escândalos das passagens áreas e da folha de pagamento paralela?

Se, a cada nova descoberta, a cada novo desmantelamento dos esquemas, tivesse havido a adequada punição dos responsáveis, o estado de Rondônia se teria reposicionado na forma de enfrentar o quadro crônico de um sistema corrompido. Mas não é isso o que se tem assistido.

No caso da folha de pagamento paralela, até hoje, ninguém ressarciu os cofres públicos ou ficou atrás das grades. Todos, sem exceção, estão livres, leves e soltos, debochando da Justiça e da cara do povo. Quanto à Termópilas, o máximo que se conseguiu foi cassar um, enquanto os outros sete ganharam trinta dias de férias.

Na hora de mandar Araújo para o cadafalso, recorreu-se à figura jurídica do agente ativo (aquele que planeja e executa a ação). Os demais foram cognominados de agentes passivos (aquele que sofre a ação do ativo). Assim, não poderiam receber a mesma condenação, diz-se.

Dias atrás, o deputado Euclides Maciel (PSDB – Ji-Paraná), um dos acusados de ter-se beneficiado do esquema de propina, foi à tribuna e fez beicinho de injustiçado. Maciel tem um programa num desses canais de televisão. Antes de aparecer na Termópilas, vivia condenando a corrupção, a fome, a miséria, o tráfego de influência, a prostituição infantil e outras mazelas sociais. Hoje, esforça-se para convencer incautos eleitores de sua inocência.

O legado de irregularidades protagonizado pela ALE é gigantesco e possui raízes profundas, tanto que para uma parcela da população rondoniense, em se tratando dela e de outras instituições, o fato, em si, não constitui nenhuma novidade.

Sair dessa condição, maléfica para o conjunto da sociedade, exige assegurar frentes de combate não somente no Legislativo, mas em todos os poderes. Valter, Jean, Epifânia, Saulo, Zequinha, Ana da Oito, Flávio Lemos e Maciel, todos estão cobertos de razão. Errado, mesmo, é o povo que os elegeu.



Fonte: Rondonoticias
Autor: Valdemir Caldas
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