
O Delegado Jeremias Mendes, Diretor do Departamento de Polícia Metropolitana-DEPOM, concedeu entrevista ao meio dia desta terça feira, 04/09, ao Programa A Voz do Povo, apresentado pelo Jornalista e Advogado Arimar Souza de Sá, na Rádio Cultura FM 107,9.
A Pauta da entrevista foi a agressão sofrida pelo Jornalista Rubens Coutinho, no último final de semana, em um bar da capital, pelo médico Sérgio Mello, ex-diretor do Hospital João Paulo II.
Jeremias Mendes, que preside o Inquérito que apura o corrido, explicou que a polícia tomou conhecimento dos fatos e, imediatamente, abriu inquérito, e dentro do prazo previsto em lei, dará as respostas que população precisa e que o caso requer.
TIPIFICAÇÃO DO CRIME COMETIDO PELO MÉDICO:
O delegado disse aos ouvintes do programa que, depois de baixada a portaria para dar início ao inquérito e após análise preliminar e circunstancial dos fatos, o crime praticado é compatível com tentativa de homicídio, em cujo delito o agente tem intensão de matar e assume a responsabilidade pelo ocorrrido.
SE PODERÁ HAVER ARQUIVAMENTO SEM PUNIÇÃO:
Questionado se este caso poderá ser arquivado nas gavetas da impunidade de crimes praticados em solo rondoniense, Jeremias foi enfático: " Não se deve ter dúvida de que este episódio não restará impune. Eu quero cientificar aos familiares da vítima e ao público em geral, que faremos todos os esforços dentro do que preconiza a lei, para elucidar os fatos. Em seguida, encaminharemos o inquérito ao Ministério Público, a quem compete ou não, fazer a denúncia".
PASSOS DO INQUÉRITO:
Jeremias revelou de forma didática os passos que inquérito seguirá: "inicialmente, colhereremos todos os elementos circunstancias que envolveram o delito, faremos oitiva das testemunhas, analisaremos os laudos do hospital e do Instituto Médito legal, ouviremos a vítima e, por último, o agressor. Conforme reza a Constituição, o agente que cometeu o delito terá o amplo direito de defesa e se manifestará sobre o fato".
POSSÍVEL PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA:
Quanto a um possível pedido de prisão preventiva, indagado pelo ouvintes, Mendes esclareceu que, neste caso, em vista da ausência do estado de flagrância, somente poderia ocorrer se o acusado cometesse novo delito relacionado ao crime, como violentar testemunhas, atrapalhar as investigações, etc...
INDIGNAÇÃO DA POPULAÇÃO E CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES:
Ouvintes do programa que se mostraram indignados como o nível da violência imposta pelo médico ao jornalista, indagaram ainda, se pelo fato de o médico ser conhecedor da anatomia humana e, ainda, em vista de sua condição de professor de jiu jitsu ter ciência também onde golpes certeiros causam a morte de um oponente, tais situações poderiam dar a clara conotação que o médico de fato investiu para matar o jornalista?
O delegado respondeu que, em tese, estas são circunstâncias agravantes que serão analisadas detidamente no inquérito instaurado.
Autor: Rondonoticias
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