
Segundo a Associação de Familiares dos Policiais Militares (Assfapom), “ o caos na segurança continua; viaturas continuam paradas em bases por falta de combustível”.
Ao tomar a decisão de impedir que as viaturas façam o patrulhamento rotineiro, o secretário Marcelo Bessa disse que a medida é para “evitar que policiais façam serviços que não sejam comuns da atividade”. Para a assessoria de Marcelo Bessa, as viaturas estavam “rodando à toa”.
A ASSFAPOM recebeu cópias das escalas de serviço, onde consta que policiais militares farão a segurança privada no canteiro de obras da usina de Santo Antônio. Para a associação, a responsabilidade por esse tipo de serviço deveria ser das empresas que constroem a usina, que deveriam contratar seguranças particulares, e não usar a PM. Em último caso, se houver algum problema, a PM entraria em ação. Segundo a Assfapom, a escala é ilegal.
“O governo do Estado, com essa ação, demonstra sua insensatez, negligenciando a segurança pública”, diz a Assfapom em nota.
A entidade alerta para “o caos e a violência alarmantes no Estado provocados pela falta de estrutura, informatização e recursos humanos”, e cita o exemplo da base da PM em Jaci- Paraná, que sofreu um atentado em que um sargento morreu. Até o momento não foi tomada nenhuma medida de prevenção, ou seja, a base continua vulnerável, e por falta de efetivo, apenas quatro policiais fazem o policiamento no distrito. E já há relatos dos militares de que a base já vem sendo sondada para um novo ataque.
“O shou na usina, assim como qualquer evento em ambiente particular, deve ser coberto por uma vigilância privada. Estamos enfrentando o caos na segurança com uma greve da Policia Civil e uma incontestável crise financeira do Estado. O governo tenta se justificar suspendendo pagamento de diárias, de licença-pecúnia, gratificação para motorista e demais despesas em folha; por outro lado concede policiamento gratuito em local privado, o que contradiz a crise declarada pelo Executivo”, afirma a Assfapom em sua nota.
Fonte: Tudorondonia
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