Coordenado pelo presidente da ASSFAPOM (Associação dos Familiares dos Praças e Bombeiros Militares do Estado de Rondônia), Jesuino Boabaid, o protesto pacifico em prol da transparência pública na gestão do governador Confúcio Moura, que teria como ato simbólico a lavagem da escadaria do Palácio Getúlio Vargas, sede do poder rondoniense, não foi realizado como estava previsto para esta sexta-feira (30).
Desde as primeiras horas da manhã, os acessos ao palácio foram restritos, faixas foram colocadas ao entorno da calçada e uma grade foi posta em frente a escadaria que seria o principal ponto da manifestação.
Policiais lotados na Casa Militar pareciam todos de plantão, o numero dos PM’s que se aglomeravam na frente do palácio chamava a atenção de todos que passavam pelo local. Um grupamento do COE (Comando de Operações Especiais) foi direcionado à sede do poder executivo de Rondônia.
“Não é a primeira vez que o governador mostra seu lado antidemocrático, isso aconteceu nas paralisações da Polícia Militar e está acontecendo agora com os policiais civis. Ele cerceia o livre direito da comunidade de realizar seu protesto de forma pacífica, atualmente não podemos mais reivindicar nossos direitos, pois corremos o risco de sermos presos. Isso é uma demonstração clara de desrespeito. Lavaram a frente da ALE/RO e até da OAB/RO e não aconteceu esse tipo de situação que está acontecendo aqui no palácio do governo”, falou Jesuino Boabaid.
O presidente da ASSFAPOM afirmou que o bloqueio em frente ao palácio do governo não irá cessar suas manifestações em relação as últimas denúncias, envolvendo o Confúcio Moura e seus familiares.
“Eu vou continuar me pronunciando em relação à essas denúncias, irei na Assembléia Legislativa pedir para cada deputado que seja instaurada a CPI que irá apurar esse caso”, concluiu Jesuino Boabaid.
Fonte: Rondoniaovivo