
Gravuras descobertas há cerca de 10 anos nas pedras da cachoeira Pau Grande, no distrito do Iata, em Guajará-Mirim (RO), despertam a curiosidade dos moradores da pequena localidade de dois mil habitantes. “Acredito que elas [gravuras] devem ter algum significado. É preciso alguém que saiba desvendar esse mistério”, afirma o pescador Juscelino Maia, 49 anos.
Segundo o arqueólogo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Danilo Curado, que analisou as gravuras através de fotografias registradas pelo G1, as imagens parecem corresponder à "gravuras rupestres" do tipo "petroglifo". Porém, a falta de exatidão na localização das pedras impossibilitou que o especialista precisasse mais detalhes sobre as gravuras.
De acordo com o arqueólogo, esse tipo de sítio arqueológico como o da cachoeira Pau Grande é comum nos rios da Amazônia. Curado afirma que Guajará-Mirim possui 70 sítios registrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA) do Iphan e que, possivelmente, esse sítio seja um dos já cadastrados. “Temos vários exemplos de sítios assim e que apenas são visualizados quando o rio diminui sua cota pela falta de chuvas”, explica.
Para chegar à cachoeira Pau Grande é necessário navegar pelo Rio Mamoré de voadeira, por aproximadamente 30 minutos, desafiando a correnteza e as pedras de pequenas cachoeiras espalhadas ao longo de seu leito, que separa o município de Guajará-Mirim da Bolívia.
Pescador Juscelino considera as gravuras 'um mistério' (Foto: Rosiane Vargas/G1)
FONTE: G1/Rondônia
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