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Mulher de 82 anos passa mal e morre por falta de ambulância em Guajará-Mirim

26/02/2013 às 19h15
Por: João Teixeira
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Fidélia Rodrigues, de 82 anos, morreu em Guajará-Mirim (RO), após sofrer um infarto e não receber atendimento médico. Segundo a família, mesmo após pedir socorro, o transporte até uma unidade de saúde aconteceu em uma viatura da Polícia Militar, já que as ambulâncias do Hospital Regional do município atendiam a outros chamados. A Secretaria de Saúde do município afirmou que o número de servidores do Hospital Regional é pequeno e não consegue atender à demanda da população.

De acordo com a filha da idosa, Cleonice Alvez, ao solicitar o socorro foi informada de que as ambulâncias do Hospital Regional e as viaturas do Corpo de Bombeiros estavam atendendo a outras ocorrências. “Liguei para o 190, a equipe veio em uma caminhonete. Minha mãe foi levada em cima de um colchão de solteiro e eu fui junto com um policial militar, que estava na viatura. Chegamos lá [Hospital Regional] e não teve mais jeito”, revela Cleonice.

O Hospital Regional de Guajará-Mirim possui apenas quatro ambulâncias para atender toda a população da cidade. Um dos veículos é uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Móvel e o outro está em estado precário, sem condições para transportar pacientes.

A secretária de Saúde de Guajará, Alexsandra Tanaka, afirma que as ambulâncias disponíveis para atender à população não são suficientes e o regaste da casa do paciente até o hospital deve ser realizado pelo Corpo de Bombeiro.

“Guajará-Mirim não dispõe de uma equipe de resgate, devido à insuficiência de profissionais e transporte. Com certeza essa senhora teria chegado ao Hospital Regional, recebido os primeiros atendimentos e sido encaminhada para Porto Velho.”

O subcomandante do Corpo de Bombeiros, major Nivaldo Azevedo, conta que a corporação possui uma equipe pequena - sete bombeiros diariamente - para atender a população. "Temos uma deficiência muito grande de efetivo, mas isso não justifica deixar de atender a uma ocorrência", avalia o major. O subcomandante informa que só com uma sindicância será possível avaliar se o efetivo estava em alguma ocorrência.

Fonte: G1 - RO

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