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Motoristas afirmam gastar 3h para percorrer trecho de 130km na BR-425

19/03/2013 às 22h27
Por: João Teixeira
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Motoristas afirmam gastar 3h para percorrer trecho de 130km na BR-425

As péssimas condições da BR-425, em Rondônia, que liga Guajará-Mirim a Nova Mamoré e à BR-364, torna a viagem dos motoristas que trafegam pela via mais demorada e perigosa. O descaso da rodovia faz os condutores demorarem, em média, três horas para percorrer cerca de 130 quilômetros. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), afirmou que a rodovia nunca passou por reforma desde sua construção há 30 anos, e um projeto de restauração está em fase de licitação, mas sem previsão de início das obras.

Para visitar a esposa que mora em Nova Mamoré, a 40 quilômetros de Guajará-Mirim, o mototaxista George Ilton conta que a viagem tem sido cada vez mais perigosa. “Uma vez furou o pneu dianteiro da minha moto e quase caí para fora da estrada. Fiquei mais de cinco quilômetros empurrando a moto até conseguir uma carona”, lembra o mototaxista.

Os buracos da BR-425 complicam a vida de quem depende da rodovia para trabalhar. O motorista de ônibus João Carneiro utiliza a estrada há seis meses e relata que a viagem ficou mais demorada. “São cerca de três horas que a gente demora a percorrer um trecho que antes fazíamos em, no máximo, duas [horas]”, explica João.

Os taxistas que fazem o transporte de passageiros de Porto Velho a Guajará-Mirim contam que o preço da viagem poderá aumentar de R$ 70 para R$ 80, uma alternativa de pagar o reparo dos veículos danificados pelas condições precárias da rodovia. “A gente faz duas viagens e já tem que voltar na loja para comprar mais peças. O lucro fica pouco”, relata o taxista Alcione Torres.

Paulo Freitas é taxista e diz que a situação da estrada está terrível. O trecho da cidade até o início da BR-364, que se gastava, em média, uma hora para fazer, com os buracos na via, a demora chega a duas horas.

A situação afeta até as distribuidoras de alimentos que abastecem algumas cidades de Rondônia. O gerente de uma das empresas, Adiel Mota Filho, reclama sobre os prejuízos devido ao tempo de viagem e a recorrente manutenção da frota. “É muito frequente a quebra dos nossos veículos, além do desgaste físico que os motoristas enfrentam para percorrer a rodovia. Deixamos de investir na cidade [Guajará-Mirim] por estarmos frequentemente consertando nossos caminhões”, diz Filho.

Em janeiro, o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) contratou uma empresa para fazer o reparo na pista, mas a rodovia continua sem infraestrutura.

Segundo o analista da infraestrutura da superintendência do Dnit, Alan Lacerda, um projeto de restauração da BR-425 foi aprovado e está em fase de licitação. O analista não informou a previsão do início das obras de reparos na rodovia. Obras em seis rodovias federais que cortam Rondônia devem começar em abril.

 

 

 

Fonte: G1 Rondônia


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