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Quatro categorias seguem em greve; não há avanço nas negociações

01/06/2013 às 10h13
Por: João Teixeira
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Categorias em greve realizam manifestação em frente ao Palácio do Governo, em Porto Velho

A greve dos agentes penitenciários de Rondônia completa 30 dias nesta quinta-feira (30) e, de acordo com o sindicato da categoria, o movimento segue com as negociações travadas. Em Porto Velho os trabalhadores estão concentrados próximo aos presídios, controlados pela Polícia Militar desde o dia 7 de maio. Além dos agentes, professores do município e do estado, servidores do judiciário e policiais civis também estão com as atividades paralisadas.

A greve dos servidores municipais de Porto Velho completou 20 dias nesta quarta-feira (29) e, assim como a dos servidores do estado – com oito dias - não avançou nas negociações. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero), Manoel Rodrigues, novas manifestações devem ser realizadas na próxima semana, com a chegada de caravanas de servidores do interior do estado. “Quanto mais demorar [as negociações], mais o ano letivo ficará prejudicado”, analisa Rodrigues.

Deflagrada no dia 13 deste mês, a greve dos servidores do judiciário também continua. De acordo com o presidente do sindicado da categoria, Francisco Roque, a Justiça determinou que 100% do servidores comissionados retornassem às atividades, assim como 50% do restante do efetivo. “Dessa forma, apenas 23% dos servidores seguiriam em greve, o que para nós descaracteriza o movimento”, argumentou Roque. Segundo ele, a categoria recorreu da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O sindicato solicitou, ainda,  que as negociações fossem mediadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Nossa solicitação foi atendida e, na próxima semana, aguardamos a chegada de um representante do Conselho”, afirmou o presidente do Sinjur.

Uma liminar concedida na terça-feira (21) pela Justiça estadual informou que a greve da categoria representava gravíssimo prejuízo para a população, determinando que 80% do efetivo retornasse ao trabalho sob a penalidade de pagar R$ 50 mil por dia, em caso de descumprimento. Procurado pelo G1, nenhum representante do sindicato da categoria foi encontrado para comentar a situação do movimento.

 

 

Fonte: G1/RO
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