
Em discurso nesta terça-feira (11), o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) apresentou duas sugestões que, em sua avaliação, poderiam amenizar a falta de médicos em cidades do interior. Uma das medidas é a reabertura pelo governo federal do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab), aumentando o valor da bolsa para os médicos que quiserem atuar no interior. A bolsa, conforme informou o senador, tem hoje o valor de R$ 8 mil.
Outra sugestão de Gurgacz é apressar o processo de revalidação de diploma de pessoas que cursaram medicina no exterior. O senador registrou que 3 mil rondonienses estudam medicina na Bolívia e outros 500 que já se formaram estão na luta pela revalidação do diploma no Brasil. No total, de acordo com Gurgacz, são mais de 20 mil brasileiros estudando medicina em outros países e cerca de 5 mil médicos esperando o reconhecimento do diploma.
“São futuros médicos que, por certo, gostariam de trabalhar em Rondônia, perto de suas famílias, fazendo bem à sua gente, mas ainda não tiveram a oportunidade de prestar o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida”, explanou Acir.
O senador alertou que a anunciada intenção do governo de trazer médicos do exterior para atuar em pequenas cidades causou apreensão entre médicos, estudantes de medicina e mesmo entre aqueles que aguardam a revalidação do diploma conseguido em outros países. “No lugar de trazer estrangeiros, nada mais justo do que agilizar a revalidação dos diplomas”, observou o senador.
Gurgacz relatou que seu estado, Rondônia, é o quinto com menos médicos por habitante no país. A média ideal seria um médico para cada mil habitantes, mas em Rondônia o índice é de um para cada 1.250, sendo que a concentração se dá na capital e nas principais cidades do estado. O senador informou que, mesmo com salário de R$ 15 mil, pago pelas prefeituras, é difícil conseguir médicos para as cidades pequenas.
Para o senador, no entanto, a importação de médicos não vai resolver a situação, já que é uma medida temporária, tendo o contrato a duração máxima de três anos. Gurgacz ainda defendeu maior qualificação para os cursos de medicina do país e maior integração entre os profissionais da área médica dos países do Mercosul.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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