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Polícia de Guajará-Mirim aponta dificuldades para patrulhar fronteira

25/06/2013 às 12h44
Por: João Teixeira
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Motocicletas recuperadas (Foto: Leile Ribeiro/G1)

 

De janeiro até o dia 24 de junho, vinte e sete motocicletas foram roubadas ou furtadas em Guajará-Mirim (RO). Os dados são da Polícia Civil (PC), que aponta que a fronteira com Guayaramerim, na Bolívia, facilita a ação dos bandidos, que na maioria das vezes, atravessam o veículo para o país vizinho como moeda de troca por drogas, segundo a polícia.

De acordo com o delegado regional, Milton Santana, falta fiscalização nas margens do Rio Mamoré. “Temos quase 100 quilômetros de fronteira, só aqui na região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, e é quase impossível coibir a ação desses bandidos. A Polícia Civil, por exemplo, não tem sequer um barco, para realizar fiscalizações fluviais”, explica o delegado.

Até esta segunda-feira (24), oito motos foram recuperadas, outras 19 continuam sem localização. “Em muitos casos a moto não é recuperada antes de ser atravessada para a Bolívia, mas os autores dos

furtos e roubos, na maioria das vezes, são presos”, comenta.

Quadrilha
Na última quinta-feira (20), três homens foram presos suspeitos de roubar pelo menos duas motocicletas. Segundo a polícia, os suspeitos foram detidos em uma casa no Bairro Tamandaré com cerca de quatrocentos gramas de pasta base de cocaína. Os suspeitos levaram a polícia até uma casa no Bairro Nossa Senhora de Fátima, onde uma metralhadora ponto 30 e munições, estavam enterradas.


Portos clandestinos facilitam a ação dos bandidos, diz polícia (Foto: Leile Ribeiro/G1)

 

Um quarto suspeito foi preso no mesmo dia. “Este quarto elemento, foi apontado como dono da arma, que era alugada para o bando por R$ 600 para cada moto roubada”, afirma o chefe do Serviço de Investigações da Polícia Civil (Sevic), Sebastião Félix.

O delegado explica que várias quadrilhas atuam no município. “Tem as pessoas que efetuam os assaltos, geralmente armadas, outras fornecem as armas. Há também os que escondem o veículo e outros elementos que são responsáveis pela travessia. Em cada grupo, cada um tem uma função. Se a gente prende um integrante é mais fácil chegar até os demais e é pra isso que estamos trabalhando dia e noite”, finaliza Santana.

O autônomo Gilson Celestino dos Santos teve a moto roubada no dia 17 de maio no Bairro Serraria. O autônomo conta que foi surpreendido por dois homens em uma moto. “Eles anunciaram o assalto e eu tentei acelerar a moto, mas jogaram a moto em que estavam pra cima de mim, eu caí e eles levaram a minha motocicleta. Dá uma sensação de impotência na hora, a gente trabalha pra comprar as coisas e vem um ladrão e leva”, lamenta a vítima.

 


Fonte: G1/RO

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