
Era inevitável. Outubro de 2012. O município vivia mais uma experiência de eleição de um novo prefeito e novos vereadores que teriam a responsabilidade de governar Guajará-Mirim pelos próximos quatro anos. Com o município vivendo uma inércia sem precedentes há anos, sem nenhuma ação de impacto e sem perspectivas de melhorias num porvir próximo, o eleitor foi às urnas e optou por mudanças, fato comum em épocas difíceis e problemáticas. Algo precisava ser feito. E esse “algo” se materializou na eleição de Dúlcio da Silva Mendes, do PT, para o Palácio Pérola do Mamoré, sede administrativa do Governo Municipal, e na eleição de novos e destemidos nomes para a Câmara Municipal. Finalidade: tirar Guajará-Mirim do marasmo a que foi submetido nas últimas décadas e perseguir o progresso e o desenvolvimento nos mais diferentes setores de atividade.
Eleitos e empossados, prefeito e vereadores renovaram nossas esperanças de dias melhores. E começaram os discursos de praxe, o choro da falta de recursos, de melhores condições de governabilidade, etc. etc. Decorridos seis meses do novo governo, quase nada se pode observar de melhorias. Problemas na saúde, na educação, ruas esburacadas, estradas vicinais deterioradas, etc. Repete-se a velha postura de governo que assume e acha que sua equipe é dona da verdade, que falar e anunciar planos e projetos que tudo está nos eixos e ao cidadão cabe apenas o papel de seguir fielmente as ordens da equipe. Os planos e projetos passam – cada vez com mais rapidez – e o município prossegue.
Um meio imprescindível para tentar entender esse município onde há dengue e falta medicamentos no hospital e postos de saúde é reconhecer com humildade que, sem os guajaramirenses, é impossível melhorá-lo. Isolado, o governo não vai resolver nada. Isso j´[a aconteceu em governos anteriores e em épocas não muito distantes. Assim, cabe ao governo o caminho mais difícil, mas realista, de dialogar, de persuadir, convencer e liderar o processo de mudança, pois sozinho o Palácio Pérola do Mamoré só conseguirá aprofundar as dificuldades.
Não é fácil governar um município como Guajará-Mirim, repleto de problemas de toda a ordem e sem o apoio necessário e devido dos governos federal e estadual. Contudo, faça-se justiça, tanto o prefeito Dúlcio da Silva Mendes como os onze vereadores têm lutado – e muito – para consecução dos objetivos a que se proporam quando candidatos. Várias viagens já foram feitas à Brasília e a Porto Velho. Contatos permanentes são mantidos com políticos das esferas estadual e municipal, com empresários e instituições Brasil afora em busca de recursos e de meios legais para melhorar nossa condição de vida. O problema é que as coisas não são resolvidas de forma fácil e rápida. Tudo é demorado em função da maldita burocracia que impera nesta país.
Por último, o cidadão também precisa contribuir com sua parcela de colaboração. Como? Pagando seus impostos e taxas em dia para que o tesouro municipal disponha de recursos financeiros para fazer face as suas necessidades. Também limpando seus terrenos e as áreas em frente suas residências e adotando uma série de outras medidas que são próprias da cidadania de um povo.
Fonte: Guajaranoticias
Autor: Aluizio da Silva
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