
*Aluizio da Silva
O município de Guajará-Mirim, com uma área de 25.214 km² e uma população que ultrapassa 40 mil habitantes, e com 93% do seu território físico composto por reservas de todas as espécies, não tem ainda um Plano de Saneamento Básico, pelo menos que a população saiba.
No município existem diversas áreas críticas de poluição ou devastação, afora outros problemas menores, nem por isso menos graves.
O certo é que não temos uma radiografia completa do município no que diz respeito ao meio ambiente. É preciso convocar especialistas e representantes de entidades civis para discutir o assunto e colocá-lo em um mapa.
O Governo Federal recentemente instituiu uma política nacional que trata sobre o tratamento de resíduos sólidos e a qual todos os municípios brasileiros devem se adequar até dezembro de 2014. Os municípios que não se organizar como determina a nova legislação vai ter recursos federais suspensos.
O Plano de Saneamento Básico deve ser elaborado por equipe multidisciplinar que deve contar com engenheiro florestal, geógrafo, biólogo e outros profissionais afins. Ele deve ser discutido em Audiência Pública a ser definida pelo Poder Executivo. Esse plano inclui drenagem pluvial, abastecimento de água potável, esgotamento sanitário e o tratamento correto de resíduos sólidos, aí se incluindo o Aterro Sanitário.
Dados os altos custos dessas obras, inimagináveis para os alcances dos cofres públicos do município, e considerando a proximidade com Nova Mamoré, o ideal seria que os dois prefeitos iniciassem de imediato conversações no sentido de definir a formação de um Consórcio Intermunicipal para tratar da questão. Não se pode nem deve se perder mais tempos acerca do assunto.
Afinal, hoje há uma nova mentalidade em termos de meio ambiente. Cuidar do meio ambiente não significa mais só conservar florestas, não derrubar árvores ou olhar pelos bichos. Isto é conservacionismo, coisa passada. A nova filosofia ambiental manda conciliar o desenvolvimento com a preservação ecológica e com a melhoria da qualidade de vida do homem. Não podemos ser contra a ocupação da terra, mas esta ocupação tem que ser de forma racional.
*Administrador de empresas, Jornalista e Radialista.
*Membro da Academia Guajaramirense de Letras.
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