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EXCLUSIVO: ENTREVISTA COM O POLÊMICO CANDURY

23/08/2013 às 17h30
Por: João Teixeira
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Nesta sexta-feira, 23, nossa reportagem fez uma entrevista exclusiva com o empresário Almir Candury, considerado por muitos como um político polêmico mas que foi um símbolo da resistência democrática em Guajará-Mirim.

Almir Candury Pinheiro nasceu em Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, em 04 de julho de 1950, no bairro Caiari. Filho de um ferroviário, começou a fazer viagem de trem em companhia de seu pai ainda quando criança. Fixou-se definitivamente na cidade no ano de 1971, depois de casar com dona Nancy Rocha, em 1970, com quem vive até hoje. Teve dois filhos: Fábio, que é bacharel em  Direito, e Fernanda, que é Arquiteta.

Candury disse que começou a sua trajetória na política em 1964, quando da Revolução que levou os militares ao poder. Segundo ele, com apenas 14 anos de idade começou a frequentar reuniões políticas na casa do "seu" Frontim, em Porto Velho, de quem era vizinho e amigo de um de seus filhos.

Ajudou a fundar e fortalecer o então MDB (Movimento Democrático Brasileiro), hoje PMDB, em Guajará-Mirim com a companhia de velhos e saudosos amigos da época, dentre eles: Salomão Silva, Salomão Justiniano de Melgar, Abrahão Azulay, José Marques, o seu Zé Gato, Max Villar, Joaquim Fernandes Moura, Simião, Waldemar da Silva, Amadeu Monteiro, Sandoval Fança, Orlando Cardoso Freire e tantos outros.  À época, segundo ele, assumir que era de esquerda dava cadeia. Hoje, dá cargos.

Sobre a polêmica surgida em 1986, quando da eleição para deputado estadual na qual seria candidato, disse que foi cassado pela justiça devido uma falsa notícia divulgada pela imprensa de Porto Velho que afirmou que teria , na época, declarado que seria corrupto se fosse eleito para a Assembleia Legislativa. Segundo ele, foi o primeiro político cassado injustamente porque nunca conseguiram provar que ele de fato teria feito esta afirmação.

Em 2004/2005m foi secretário municipal de Saúde de Guajará-Mirim quando priorizou a contenção de gastos na pasta e a compra de medicamentos em laboratórios de fora do Estado e em fundações governamentais que sempre ofertavam preços menores que outros fornecedores. Referindo-se aos dias atuais da saúde no município, disse que esse negócio de compra por pregão eletrônico é uma porta escancarada para desvio do dinheiro público.

Almir Candury afirmou que não saiu do PMDB e que apenas está afastado do partido por não concordar com os métodos de trabalho do senador Valdir Raupp a quem culpou pelo pífio desempenho da sigla na eleição para a Prefeitura de Guajará-Mirim em 2012. Quanto à deputada federal Marinha Rauup, candiday disse que tem o maior respeito pela parlamentar a quem admira muito. Contudo, com relação ao senador parece não haver mesmo mais possibilidades de uma reconciliação no campo político. Candury disse que nunca perdoou Raupp por ter abandonado e traído os companheiros na eleição de 2012 quando, segundo Candury, Raupp negou-se a prestar apoio a candidatura à Prefeitura e não deu qualquer tipo de apoio aos candidatos a vereador, inclusive negando-se a posar em santinhos e cartazes de divulgação dos candidatos. Segundo Candury, o senador optou por apoiar uma candidatura de adversário, no caso, Wanderley de Oliveira Brito. Disse ainda que, durante a campanha passada, em uma viagem ao município de Nova Mamoré para reforçar a campanha naquele município, Valdir Raupp impediu que os membros dessa equipe esticassem a viagem até Guajará-Mirim, a fim de que não prestassem apoio aos candidatos daqui.

Pelos mais de 40 anos de militância PMDB, sigla que ajudou a fundar  em Porto Velho e Guajará-Mirim, além de emprestar apoio na criação do partido em outros município, Candury se diz um apaixonado pelo partido e lamenta que hoje não tenha representatividade nem a força de épocas passadas. Quem o presidente do PMDB hoje em Guajará-Mirim?, pergunta. Não há mais organização como no passado.

Sobre o governador Confúcio Moura, estrela maior do partido ao lado do senador Valdir Raupp, Almir Candury disse esperar que Confúcio continue prestigiando os peemedebistas autênticos, sinceros, como tem feito até agora, mas afirma que ele - Confúcio - é uma espécie de"laranja" nas mãos de Raupp.

 


Autor:      Aluizio da Silva   -   DRT-RO nº 0549

Fonte:      Guajará Notícias

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