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NO SEIO DA FLORESTA, FAMÍLIA VIVE HÁ MAIS DE 50 ANOS

11/09/2013 às 15h20
Por: João Teixeira
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Depois de apresentar a matéria com seu João Dantas e dona Chiquinha, que vivem há décadas no Rio Novo, afluente do Rio Pacaás Novos, área ribeirinha de Guajará-Mirim, nossa reportagem encontrou o senhor Raimundo Lopes Sobrinho, de 85 anos de idade, que vive há exatos 58  anos na imensa floresta amazônica.

Seu Raimundo Lopes, como é mais conhecido, nasceu em Santarém-PA e, segundo ele, chegou em Guajará-Mirim no dia 13 de junho de 1945, indo morar diretamente no Pacaás Novos, trabalhando em seringais da região. Ele casado com dona Nilza Ventura Lopes, de 75 anos, que nasceu no Rio Cautarinho, afluente do Guaporé, em uma localidade próxima a Costa Marques.  Eles são casados há 58 anos e tiveram 8 filhos, sendo 5 homens e 3 mulheres.

Seu Raimundo recebe salários como Soldado da Borracha e dona Nilza é aposentada pelo INSS. Vivem à margem direita do Rio Pacaás Novos, na localidade denominada de Sitio Porto Alegre, onde criam algumas cabeças de gado, carneiros, patos e galinhas. Eles são avós do radialista e promotor de eventos culturais Alexandro Santos.

 Seu Raimundo e dona Nilza, como os outros extrativistas da região, vêem a Guajará-Mirim sempre de 30 em 30 dias – às vezes passam um período maior – a fim de comprarem as coisas necessárias as suas sobrevivências. Acostumados com o estilo de vida na floresta, ao sabor da natureza, eles não sentem falta de nada da cidade, pois no local dispõem de gerador de energia elétrica, antena parabólica que capta todos os sinais de televisão aberta, rádio e freezer. O meio de transporte que utilizam como locomoção entre o local onde vivem e a cidade de Guajará-Mirim é uma embarcação tipo “chata” empurrada por um motor rabeta.

O casal habita, pois, a região desde os tempos dos seringais nativos, hoje extintos e com o seringueiro agora sendo  chamado de extrativista. Lamentam o abandono da população ribeirinhas por parte das autoridades competentes  reclamam da falta de assistência médica e de escolas naquela região.

“Mas vivemos felizes e em paz com a natureza que hoje o homem tanto maltrata e da qual tanto precisa”, encerrou o casal de extrativistas.

 

 

Autor:   Aluizio da Silva

Fonte:   Guajará Notícias

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