Na manhã desta segunda, 16, por volta de 09h30, quando nossa equipe de reportagem fazia uma matéria com a coordenadora local do Cimi, fomos procurados por três rapazes indígenas que se disseram ter sido torturados, não fisicamente, mas psicologicamente por membros de uma equipe da Polícia Civil de Guajará-Mirim.
Pedindo para não citarmos seus nomes nem exibirmos fotos suas – eles temem represálias futuras – eles disseram que foram abordados quando chegavam na residência de um deles porque, segundo eles, a polícia teria encontrado no carro incendiado e no qual os ladrões da MS teriam fugido depois do roubo do final de semana naquela empresa , papéis com endereço e nº de celular e da placa de uma moto de um deles.
Um de seus defensores – e defensor também da causa indígena – que também pediu para não divulgar seu nome nem foto – disse que “como encontrar papéis com anotações se o carro foi totalmente queimado?”. Ele fez questão de acentuar que os três jovens indígenas não sofreram agressões físicas, mas sim de ordem psicológica. Lamenta que o povo indígena continue recebendo todo tipo de discriminação, inclusive social, e anunciou que esses três jovens irão procurar a Promotoria de Justiça para denunciar o fato.
NR: Sem desejar ofender quem quer que seja, ou tomar partido de qualquer parte, entendemos que um fato dessa natureza – do assalto no final de semana a um comércio local – deva ser investigado a fundo e, qualquer ato ou fato que possa levar aos criminosos, deve sim ser analisado e os eventuais suspeitos, ouvidos. Assim, toda e qualquer pista tem que ser investigada. Sem violências, claro!
Autor: Aluizio da Silva
Fonte: Guajará Notícias
Mín. 22° Máx. 39°

