O boliviano Carmelo Mário Aguillera, de 54 anos de idade, se diz refugiado político e há cinco anos vive no Brasil depois de fugir das perseguições políticas do Governo Boliviano de Evo Morales.
Ele disse que, inicialmente, viveu em Rio Branco, capital do Acre, e ultimamente resolveu fixar residência em Guajará-Mirim. Confessou ter sido presidente do Comitê Cívico de Riberalta, sua terra natal, e que foi membro do CONALD (Comitê Nacional de Luta pela Democracia), do vizinho país Boliviano.
Segundo o refugiado boliviano, ele é licenciado em Sociologia, lutou contra o governo de Evo Morales que classifica de ditadura disfarçada de democracia. Salientou que, como ele, diversos bolivianos vivem refugiados em países como o Estados Unidos, Argentina, Brasil, Peru e outros. Confessou que já ouvido por membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) e teme por sua vida onde quer que esteja morando
Mário Aguirella disse que não tem trabalho aqui em Guajará-Mirim e que vive praticamente de favores. Esteve na manhã de hoje no Palácio Pérola do Mamoré para tentar falar com o prefeito da cidade, mas até por volta de meio dia não havia conseguido o seu intento.
Ele colocou à disposição de quem quiser saber detalhes de sua história, o telefone celular brasileiro cujo número é 8458 – 8206.
Aguillera disse que em seu país pátrio não existe democracia e que Evo Morales é um típico ditador que procura aniquilar todos aqueles que fazem oposição ao seu governo. Citou os casos do ex-governador do Departamento do Pando, e mais recentemente do senador boliviano Roger Pinto, que se refugiou na Embaixada do Brasil, em La Paz, e depois conseguiu fugir para o Brasil.
Autor: Aluizio da Silva
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