
Por volta das 4h20 da madrugada desta quarta-feira, 09, uma guarnição da Polícia Militar foi designada pela Central de Operações do 6º BPM para deslocar-se até o Porto dos Canoeiros, no bairro do Triângulo, pois uma criança havia sido atingida por disparos de uma arma de fogo.
A guarnição deslocou-se pela Avenida Princesa Isabel e quando chegou na confluência com a Presidente Dutra, já no Triângulo, o comunicante do fato, que estava em uma motocicleta já prestando socorro à vítima, disse aos policiais que a vítima e as testemunhas do fato vinham da cidade boliviana de Guayaramerin atravessando o rio Mamoré, que separa as duas cidades, em um barco quando, já do lado brasileiro, próximo ao Primeiro Igarapé, houve uma abordagem feita por policiais bolivianos que queriam prender e rebocar o barco para a cidade boliviana. Como já estavam em território brasileiro, as vítimas se negaram a atender a determinação da polícia boliviana. Segundo relato, os policiais bolivianos são conhecidos como “Leopardos” e atuam nessa área de fronteira.
Ainda segundo relatos, ao resistir à abordagem um dos policiais bolivianos disse “atira”. Cumprindo ordens, possivelmente de um superior, o boliviano deu uma rajada possivelmente de fuzil e vários projéteis acertaram e esfacelaram o pé direito e causaram lesões no pé esquerdo de uma criança de nacionalidade boliviana de apenas 13 anos de idade e que mora na cidade de Guayaramerin.
Ao se cientificarem de terem atingidos um dos ocupantes do barco, os policiais bolivianos imediatamente retornaram para o lado boliviano.
A criança atingida, que a polícia brasileira pediu para não divulgar o nome, foi levada pelos policiais militares ao Pronto Socorro do Hospital Regional de Guajará-Mirim e posteriormente encaminhada a Porto Velho para tratamento médico mais apurado, dadas as carências do HR de Guajará-Mirim.
Testemunhas do fato, que estavam na embarcação perseguida pela polícia boliviano, disseram que é comum esse tipo de fato acontecer por parte dos Leopardos.
A reportagem informa que a cena ocorreu – e ocorre com frequência, segundo os próprios bolivianos – pelo fato de todos os dias, especialmente nas madrugadas, dezenas de bolivianos cruzarem o rio Mamoré para trazer e vender em solo brasileiros diversos produtos de origem boliviana, sobrevivendo desse tipo de negócio. E aí além de cigarros, bebidas, munições, perfumes, roupas, etc. eles trazem também combustíveis como gasolina e óleo diesel.
A guarnição do 6º BPM que atendeu a ocorrência era composta pelo Cabo PM Sidney Guimarães Mercado, Soldado PM Milton Carlos da Silva Meira e Soldado PM Davi Vieria de Araújo. A operação contou ainda com o apoio de outra guarnição que era composta pelo Cabo PM Limbet, Aluna Cabo PM Mafra e Soldado PM Silva Neto.
Autor: Aluizio da Silva
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