
Durante o Grande Expediente da Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Guajará-Mirim, na noite desta quinta-feira, 17, o vereador Augustinho Figueiredo (PDT) fez uma veemente defesa dos povos ribeirinhos e condenou a ação de ONGS e de pessoas que ele classificou de “gringos”.
Como sempre faz, o vereador foi enfático em seu pronunciamento e defendeu a necessidade de o governo brasileiro dar condições para que os povos que vivem na floresta possam realizar manejo florestal de forma a aproveitar a riqueza natural do meio onde vivem com suas famílias.
Nascido nas barrancas do histórico rio Pacaás Novos, o vereador Augustinho diz que hoje não pode encostar um barco no local onde nasceu e cresceu e tentar pescar, ainda que seja por simples diversão. Logo aparece alguém que não conhece nossa terra, nossa história, nossos costumes, e impede a nossa ação identificando-se como pessoa de órgão fiscalizador do meio ambiente, disse.
- Enquanto nosso povo humilde é perseguido, ONGs e gringos usam e abusam da terra onde nascemos, viajando em barcos de luxo e dispondo de tudo quanto nosso “caboco” não tem direito, disse o vereador. E acrescentou: “é preciso que a Câmara Municipal de Guajará-Mirim adote providências para por fim a esse tipo de atitude que só prejudica nosso povo ribeirinho.
Como se pode impedir que alguém entre em sua própria casa, no local onde nasceu e viveu a maior parte de sua vida?, indaga o vereador.
Salientou ainda que nem mesmo o carvão feito com a madeira de “coivara” – aquilo que sobra quando se forma uma roça – o pobre do morador do mato pode mais fazer.
O vereador Augustinho Figueiredo disse que o nosso povo da floresta, verdadeiras sentinelas avançadas da Pátria, merece uma atenção especial dos governantes, inclusive nas áreas de educação, saúde e assistência social, pois normalmente esse povo é esquecido e há até quem pense que eles não são brasileiros.
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