
1. Que avaliação o senhor faz da recente viagem a Brasília em companhia de vereadores?
Oportuna! A adesão dos nossos vereadores aos projetos da Prefeitura fortalece nossas reivindicações junto à bancada federal e fortalece também a harmonia que existe hoje entre os dois poderes municipais. Os vereadores interagem e mantém-se informados sobre tudo. Sabem que os problemas que existem hoje, acumularam-se ao longo dos anos e, assim como nós da Prefeitura, queremos e precisamos fazer a diferença! Entendem que somos todos responsáveis e que precisa haver união para o enfrentamento dos problemas que encontramos no município e que estão aí há muito tempo. Além dos Projetos elaborados pela PMGM e entregues aos Deputados Federais e Senadores para reforma de nossas praças; do Complexo de Esportes Afonso Rodrigues; Reforma e ampliação de escolas; Construção da Escola da Comara; da Praça de alimentação em frente ao nosso Estádio João Saldanha; Aquisição de máquinas pesadas e agrícolas e outros; solicitamos também e tivemos a aceitação de todos os deputados federais e senadores para 2014, a aprovação de uma emenda de bancada no valor de R$ 30 milhões para investimento em infra-estrutura em nossa cidade. Isto nunca aconteceu antes, em Guajará-Mirim. Mérito de todos!
2. Na recente reunião da CIB na cidade, o Conselho Estadual de Saúde demonstrou preocupação com a situação do setor em Guajará-Mirim e seu presidente inclusive anunciou que pedirá ao Procurador-Geral do MPE a intervenção do Estado na saúde de Guajará-Mirim. Como o senhor vê essa situação e como resolvê-la?
A Comissão Intergestora Bipartite( CIB) existe em todos os estados e congrega todos os gestores da saúde, estadual e Municipais. Em suas reuniões, o colegiado de gestores analisa a situação da saúde em todo o Estado e aprova encaminhamentos. É notória a sobrecarga que recai sobre o município de GMirim em relação à Saúde Pública, especialmente a do custeio das ações do Hospital Regional que aumenta ano após ano e diz respeito aos repasses financeiros do MAC(Média e Alta Complexidade)que precisam ser aumentados para fazer frente às exigências referentes ao Pronto Atendimento e Internações. Não temos responsabilidade com o atendimento de pessoas que não moram no município e, no entanto, recebemos pessoas da Bolívia, pessoas que nos visitam como turistas e que precisam ser atendidas e de todo o resto desta região. Não podemos deixar de atender, já que o direito à saúde é um direito universal. Estamos conversando com os escalões superiores e vamos encontrar a solução.
3. Aproximando-se o final do ano, o senhor pensar em mudanças do 1º escalão da Prefeitura?
Não exatamente. No entanto, podem ocorrer a qualquer momento, já que vivemos de resultados.
4. Para sua administração deslanchar, o que está faltando?
Precisamos: 1. Que aqueles que estão em dívida com a Prefeitura, paguem seus débitos. (Aproximadamente 10 milhões de reais). Já que para sair do CADIN, precisamos parcelar dívidas herdadas de administrações passadas, utilizando parte de nossos recursos financeiros.
2. Que consigamos aumentar o valor dos repasses financeiros para a Saúde, com as conversas que estamos realizando;
3. Que nossos projetos já encaminhados sejam atendidos, já que estamos fora do CADIN e habilitados a receber recursos financeiros do Estado e da União;
4. Que possamos nos tornar mais qualificados, com o recebimento das duas caçambas novas (já licitadas e só falta entregarem), duas motoniveladoras (uma do governo federal e outra que estamos adquirindo com recursos do FITA, além daquelas previstas para serem adquiridas com os recursos de emendas de nossa bancada federal)
5. O problema do alto índice da FOPAG já foi solucionado ou persiste? O que fazer para solucioná-lo?
Minha esperança era não precisar demitir ninguém. No entanto, isto só ocorreria se aqueles que estão em débito com a PMGM pagassem suas dívidas. O que não ocorreu até hoje. Todos os municípios em Rondônia e pelo Brasil afora, estão fazendo suas correções. Estamos realizando estudos para enxugarmos o índice da nossa folha. O que deve ocorrer até o final de novembro. No entanto, quero deixar claro que ninguém do quadro efetivo da Prefeitura será demitido.
Obrigado.
Fonte: Guajará Noticias
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