
A ex-presidente e ex-diretora executiva da Agremiação Folclórica e Cultural Boi Flor do Campo, Estelina Cunegundes Morais da Silva, disse hoje ao GN que não poderia falar em nome da diretoria da agremiação porque não mais faz parte dela, mas que falaria com sócia e membro do movimento Amigos do Boi, cuja tarefa consiste em desenvolver ações visando colaborar com a Nação Vermelha e Branco.
Estelina disse ter saído da direção devido problemas e conflitos com membros da diretoria e salientou que lamenta a não realização do Festival Folclórico de Guajará-Mirim, conhecido como Duelo da Fronteira, neste ano de 2013. Afirmou que sempre foi contra a mudança de realização do evento – de agosto, como normalmente acontece – para o mês de outubro, e que mesmo assim acabou não ocorrendo.
Ela culpou os dirigentes dos dois bois, Flor do Campo e Malhadinho, a creditou a falta de compromissos das duas diretorias para que o festival não fosse realizado. Acredita que todos unirão forças para que o espetáculo volte com força total no próximo ano.
Demonstrou preocupação com a eventual perda de recursos da ordem de 2 milhões oriundos de uma emenda parlamentar de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB) para construção dos barracões dos bois e do portal do bumbódromo da cidade. Falou que, embora desportistas da cidade não tenham concordado com a cessão do local para realização dessas obras, isso não pode mais ser mudado porque a área de terra foi doada pela Prefeitura de Guajará-Mirim e está documentada em cartório. Ademais, essa documentação encontra-se anexada no processo da obra que se encontra em Porto Velho. Disse que sempre buscava informações sobre o processo que agora se encontra parado, mas como não pertence mais à diretoria do boi não pode ir buscar informações sobre o assunto.,
“Não podemos permitir que acabem com o nosso festival que é a maior atração turística de Guajará-Mirim e a maior expressão da cultura popular de nosso povo. Os dois bois devem se unir em busca de meios para que o festival volte já no próximo ano. Afinal, acima das paixões pela cores dos bois deve estar o sentimento por Guajará-Mirim, nossa terra querida e berço cultural de Rondônia”, concluiu Estelina, sem que deixasse de transparecer, durante toda a entrevista, um amor sem fronteiras pelas cores vermelha e branca do Boi Flor do Campo.
Fonte: Guajará Notícias
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