
Os últimos acontecimentos no município de Guajará-Mirim, que culminou com uma manifestação contra a atuação da Administração Municipal, com ênfase no setor de saúde, motivaram a diretoria da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Guajará-Mirim (ASCISGM) a convocar, em sua sede, uma reunião com as presenças do prefeito Dúlcio da Silva Mendes e da secretária municipal de Saúde, Alexandra Tanaka Tártaro.
Na abertura, o presidente Márcio de Souza Badra citou a insatisfação da população para com a administração pública ressaltando que não é intenção da entidade ver as instituições enfraquecidas, como tem acontecido com a Prefeitura.
Em seguida, falou o vice-presidente da entidade – e também vice-presidente da FACER (Federação das Associações Comerciais do Estado de Rondônia) – Cícero Alves de Noronha Filho. Ele manifestou preocupação com a movimentação de pessoas em manifestação reclamando da saúde precária que o município tem oferecido aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Noronha salientou que a Associação não colabora com manifestos extremos e quem busca o diálogo para um caminho saudável. Afirmou que a Prefeitura precisa fazer algumas mudanças e que a entidade sempre preza pela qualidade, autenticidade e pela forma legalista.
O prefeito Dúlcio da Silva Mendes, ao usar a palavra, teceu elogios à maneira como a Associaçâo Comercial tem se portado diante da situação vivenciada pelo município. Reportando-se especificamente à área de saúde, o prefeito afirmou ter estado recentemente em Brasília e ouviu do senador Acir Gurgacz (PDT) da necessidade de Guajará-Mirim trazer mais Programa de Saúde da Família (PSF). Hoje o programa atende duas mil pessoas e na gestão passada atendia quatro mil. Com a redução, e com uma população de 42 mil habitantes, segundo prefeito, o município precisaria de 21 médicos para o programa, mas que não recursos financeiros para tal.
Após horas de discussão, o prefeito disse que a solução para os problemas não estão em Guajará-Mirim, porquanto o município deveria arcar com 15% da arrecadação municipal e arca atualmente com 32%. Dúlcio disse que esses problemas ultrapassam a capacidade do município, que possui 548 funcionários na saúde, sendo 452 do município, 52 do estado e 44 da união.
A Associação Comercial e Industrial de Guajará-Mirim tem demonstrado constante preocupação para com os problemas do município. Ultimamente o foco tem sido na área de saúde que causa enormes transtornos à população, especialmente a mais carente que não possui condições financeiras de pagar consultas médicas e exames laboratoriais.
Fonte: Guajará Notícias
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