
Porto Velho, Rondônia – Cassado por compra de votos, nas eleições de 2006, o ex-senador Expedito Junior (PSDB) antecipa o período eleitoral e entra em ritmo de campanha, percorrendo os municípios, concedendo entrevistas, fazendo promessas e alfinetando adversários.
Em Ariquemes, onde esteve na semana passada, ele aproveitou a ocasião para espetar críticas ao governador Confúcio Moura (PMDB), em sua base eleitoral.
Ex-aliado de Confúcio, Expedito disse que ele não manda nada no Governo. “Falta uma sintonia, pois um dança valsa, outro dança xote e os outros dançam vanerão e o culpado disso é o próprio governador, que deveria chamar sua equipe e mostrar o rumo a que todos devem seguir”, criticou.
Não custa lembrar que até bem pouco tempo atrás, Expedito jurava amor eterno a Confúcio Moura, elogiava sua administração e dizia que apoiaria a sua reeleição. Mas, depois se assanhou e lançou-se como pré-candidato ao Governo, recebendo “em troca” o cancelamento do contrato da vigilância nas escolas, prestado por empresas ligadas ao ex-senador, no valor anual de R$ 57 milhões.
Cassol também não escapa
Expedito aproveitou para espezinhar seu ex-amigo e ex-aliado, o senador Ivo Cassol (PP). “Rondônia não merece e não precisa mais de um Governo do estilo Cassol, que mandava muito e nem do estilo Confúcio que manda pouco. Vou ser um meio termo”, explicou o cassado.
Sobre uma eventual aliança com Cassol, o ex-senador descartou. “De jeito nenhum. Caso houvesse uma aliança com o PP, e eu ganhasse o Governo, o Cassol iria querer mandar, dar pitacos. E isso não aceito de ninguém”, afirmou.
“Sou um político de profissão”
Embora tenha atividades empresariais, o ex-professor Expedito Junior faz questão de dizer que a sua profissão hoje é político. “Minha profissão é político e faço política desde criança, já fui professor, mas hoje faço política e muito bem!”, declarou.
Enquanto a maioria da população a cada dia toma mais raiva e desprezo pela classe política, Expedito vai na contramão e reforça que é um político carreirista. Ou seja, vive da política.
Empenhado em conseguir chegar ao Palácio Presidente Vargas, o ex-senador cassado prometeu que não vai parar de fazer campanha nem durante a Copa do Mundo. “Vou somente parar pra assistir aos jogos do Brasil. Acabando o jogo, vou correr atrás de voto”, ironizou.
Autor: Rondonoticias, com informações do Ariquemes 190
Mín. 20° Máx. 34°

