
O jornalista no exercício de sua profissão enfrenta quase que todos os dias uma complexa realidade social, política e econômica que não pode ser explicada mediante esquemas simplistas. O jornalista não pode ser nunca em mero transmissor que permanece na superfície das coisas, um sujeito oculto com meios de tecnologia que apenas se limita a registrar e repetir o que dizem outros veículos de mídia, sem se interessar sobre aquilo que comunica e sobre as conseqüências de sua informação. O jornalista tem que ter espírito crítico e aprender a pensar com a própria cabeça.
Guajará-Mirim, dada a avalanche de sites que apenas trabalham na base da copiagem de notícias, precisa mais do que nunca de um jornalismo que se aprofunde mais nas causas e seus efeitos, que se coloque no âmago da verdade e da justiça, que seja crítico e que vá direto na raiz do problema, no cerne da questão essencial. Um jornalismo com esta performance contribui para a democracia, para a paz social e para a estabilidade política do município. Este jornalismo tem que ser contextual e valente para denunciar atropelos, abusos do Poder, corrupção e negligências, mas também com coragem para reconhecer erros que se cometem no exercício da profissão, coisa que até poderia nos mover para promover jornadas de crítica e reflexão.
Quem trabalha com a informação, trabalha com o público e para seu público e por ele deve estar em permanente contato com o cotidiano e viver ligado à verdade e à realidade, pois o respeito à verdade é função primordial do jornalista. Toda razão de ser da informação reside na comunicação para este público de tudo que é útil e que lhe interessa conhecer, da difusão do bem, da estima, do respeito à pessoa humana, da justiça e da crítica pública dos abusos do Poder.
Jornalismo é presença, testemunho, atitude, paixão, ética e responsabilidade. É através dele que os jornalistas conseguem gerar fatores de confiança e credibilidade junto à população, pois a maioria do povo, queira ou não, ainda confunde os jornalistas como sujeitos que irão resolver os problemas de justiça, de obras em seus bairros, do descaso dos poderes públicos e outras demandas setoriais.
Se você é jornalista, você não é apenas um trabalhador. Você está lidando com comunicação, e isso tem conseqüências morais e éticas. É mister pôr em realce que nenhum jornalista deve prestar-se a ser cúmplice com o seu silêncio, manipulando a informação ou criando factóides e invencionices. O jornalista tem que ter compromisso com a verdade e com a justiça.
É de todos sabido que há muita gente mal intencionada que se aproveita que os jornalistas, que maioria das vezes são mal remunerados para tentar corrompe-los. Só que também existe gente de muita valia dentro da imprensa que não se deixa subornar, e são essas pessoas que devem irradiar esses princípios a seus demais colegas.
Guajará-Mirim tem uma excelente turma do setor de imprensa que merece o maior respeito pela ética, honra e dignidade com que empunham sua bandeira: Minerva Soto, Leile Ribeiro, Aluízio da Silva, Jean Oliveira, Ronivon Barros, Jorge Câmara, Ney Cardoso, João Teixeira e Ariel Argobe. Quanto à outros noviços e neófitos, e a mim também, ainda temos muito que aprender.
Autor: Fábio Marques
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