A Associação Comercial, Industrial e Serviços de Guajará-Mirim (ACISGM) recebeu no início desta semana uma comitiva de autoridades e empresários bolivianos da cidade de Guayaramerin, localizada no outro lado do rio Mamoré, que discutiram durante uma reunião com a presença de políticos da cidade a situação que atinge os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré e, por extensão, a população do lado boliviano.
De acordo com o administrador Delny Cavalcante Júnior, presidente da Associação Comercial, os bolivianos vieram pedir doações dos comerciantes brasileiros para ajudar as vítimas do país vizinho. Também as inundações castigam o noroeste boliviano e cidades como Riberalta e outras sofrem as consequências da catástrofe.
Delny Júnior afirmou que juntando as populações de Riberalta e Guayaramerin, na Bolívia, e Guajará-Mirim e Nova Mamoré, no Brasil, são cerca de mais de 300 mil pessoas atingidas pelas enchentes que tem dificultado a vida de todo esses povo.
Os bolivianoss também aderiram à campanha “BR-421 Já”, encabeçada por brasileiros de Guajará e Nova Mamoré, pois esta parte da Bolívia depende também da rodovia BR-425, ora interditada e com o tráfego de veículos sendo feito com extrema dificuldades pela Linha 29-B, no município de Nova Mamoré, até a localidade de União Bandeirantes, no município de Porto Velho.
O presidente da Associação Comercial disse que essa região da Bolívia, aqui próxima de Guajará-Mirim, tem cerca de 150.000 habitantes, dos quais cerca de 50.000 estão desabrigados.
A situação motivou a vinda da deputada federal Marinha Raupp (PMDB-RO) a Guajará-Mirim, onde participou, na manhã desta quinta-feira, 20, de uma reunião com os prefeitos Dúlcio da Silva Mendes (PT) e Laerte Queiroz da Silva (PSDB), respectivamente de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, no Palácio Pérola do Mamoré, sede do Governo Municipal de Guajará-Mirim. À reunião compareceram lideranças políticas de ambas as cidades, empresários e também autoridades e empresários da cidade boliviana de Guayaramerin.
O desejo de todos é que seja aberto imediatamente o tráfego pela BR-421, que vai da Linha D, em Nova Mamoré, até a cidade de Ariquemes, na BR-364. São apenas 11 km dentro do Parque Estadual Guajará-Mirim, que fica em terras de Nova Mamoré e, segundo Delny Júnior, quanto à reserva indígena não há problemas porque os índios que lá viviam mudaram-se para outras localidades além de que eles não se opunham a passagem de carros e máquinas pela citada reserva.
Considerando que não há qualquer previsão para o retorno normal de tráfego na BR-425, dada as atuais condições de inundações, todos afirmam que a melhor solução seria a abertura do tráfego pela 421. Enquanto isso não ocorre, a saída existente é pelas estradas esburacadas e sem qualquer segurança de Nova Mamoré a localidade de União Bandeirantes. Em função do problema que atinge toda essa faixa de terra, castigando brasileiros e bolivianos, continua firme a campanha “BR-421 Já”.
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