
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, realizada nesta quinta-feira, 20, foi calma, sem muitos assuntos para discutir e, durante o Pequeno e depois no Grande Expediente, os vereadores focaram seus pronunciamentos – todos na base do improviso – nas enchentes que assolam a região de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, que pode ser classificada de catástrofe pelos problemas que traz aos dois municípios e aos vizinhos bolivianos.
Um detalhe que chamou a atenção das poucas pessoas presentes à sessão, foi o fato de todos os senhores vereadores – pelo menos à primeira vista – se posicionarem contra a construção de novas usinas na região, citando especificamente as localidades do Ribeirão e Iata, onde se comenta que o governo brasileiro poderá construir uma hidrelétrica binacional, ou seja, para atender os interesses dos dois países, Brasil e Bolívia.
Outro detalhe importante da sessão diz respeito a tomada de posição de todos os vereadores presentes quanto a necessidade de mobilizarem forças nas esferas estadual e federal no sentido que seja enviada ajuda efetiva e concreta ao município para ajudar a superar o difícil momento que nasceu em função das enchentes na região, isolando a cidade com a interdição da BR-425, principal via de ligação com a BR-364, com a Capital e com o restante do País.
Dos 11 vereadores que compõem a Casa, somente 1 faltou: vereador Sergio Bouez PSB), cuja falta foi abonada a pedido do vereador Paulo Nébio (PMDB), que alegou que o colega estava “ilhado” (essa foi a palavra usada por ele) em Porto Velho e não tinha como vir para Guajará-Mirim.
No estilo que o caracterizou durante esses meses de mandato, em aparte ao vereador Irmão Dênis (PTB), o vereador Augustinho Figueiredo (PDT), bateu forte com umamão sobre a mesa – com a outra ele segurava o microfone – e pediu a Irmão Dênis que lhe fornecesse o nome de um Fiscal da Prefeitura a quem uma senhora contribuinte que fora pedir informação acerca do pagamento do Alvará de Funcionamento de seu estabelecimento comercial (ela tem um pequeno comércio onde vende lanches) e o Fiscal teria respondido a ela: “Se eu fosse prefeito, mandava um trator passar em cima desses lanches de vocês”.
O vereador Augustinho classificou de abusiva a fala do Fiscal e disse que vai tomar providências sobre o assunto porque a senhora merece respeito como cidadã e como pagadora de impostos ao município.
Fonte: Guajará Noticias
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